- set
- 25
- 2011
Catarse e a era do financiamento colaborativo, debate ao vivo no nosso Facebook
Categorias: Blog do Bienaldo, programação
Acontece neste domingo, aqui na Bienal do Livro de Pernambuco, o debate “Crowdfunding: o impacto do financiamento colaborativo no mercado editorial”, com Rodrigo Sushi, Tarciana Portela e Diego Reeberg (fundador do site www.cartarse.me). O debate será no espaço no Café Cultural.
O debate será transmitido ao vivo pela nossa página do Facebook. Para assistir (o debate também ficará gravado na fanpage) acesse o link facebook.com/BienalPernambuco
Conheça mais sobre o projeto:
A maneira como projetos criativos são financiados passa por uma revolução. Estamos na era da colaboração e quem decide aqui é o público.
O financiamento colaborativo – quando várias pessoas contribuem a partir de pequenas quantias para um projeto ou uma causa – já existe há bastante tempo. A diferença é que hoje, por causa das ferramentas de mídias sociais e da maneira como milhões de pessoas estão conectadas, o processo de reunir um grupo de pessoas para apoiar projetos é muito mais fácil e a capacidade de uma boa ideia se espalhar é bem maior.
O Catarse, site pioneiro em financiamento colaborativo de projetos criativos no Brasil, foi lançado em janeiro de 2011. Seu funcionamento é assim: você envia seu projeto, diz quanto precisa e até quando quer arrecadar este dinheiro. Aí você faz uma divulgação (via redes sociais, email, em conversas de bar), as pessoas entrar na página do seu projeto e podem optar por apoiar com qualquer valor a partir de R$ 10 – e elas recebem recompensas por contribuir (mimos como CDs, DVDs, participação em um espetáculo, um show na sua casa)! Se até o prazo escolhido você tiver atingido o valor que precisa, você recebe o dinheiro. Senão, todo mundo que contribuiu recebe o dinheiro de volta. Esse sistema até tem nome: tudo ou nada.
Já foram cadastrados na plataforma mais de 170 projetos, sendo que 75 financiados com sucesso. Os projetos já receberam no total R$ 750 mil, de mais de 7000 pessoas.
Não há nenhum custo para colocar um projeto no site, mas se, e somente se, o projeto conseguir arrecadar o valor que está pedindo, o Catarse ficará com 7,5% desse valor e o MoIP, responsável por processar os pagamentos, cobra uma taxa que varia entre 4% e 5% do montante.
A abrangência sobre possibilidade de projetos é bem grande, como: Artes Plásticas, Cinema, Circo, Dança, Filmes, Música, Fotografia, Literatura, Teatro, Alimentação, Design, Eventos, Moda, Tecnologia, Jogos, Quadrinhos, Jornalismo, etc. Mas não é qualquer projeto que vai ao ar. A equipe do Catarse faz um processo de curadoria para evitar que projetos que não se enquadrem nas suas diretrizes vão para o site.
Um ponto crucial desse modelo é que o financiamento colaborativo dá ao público a capacidade de decidir que projeto deve ser financiado ou não. Não há mais aquele intermediário que define qual banda ou qual espetáculo deve ser produzido, mas sim um monte de pessoas empolgadas com os projetos e que financiam apenas aqueles que eles acreditam que devam ser realizados.
É também um passo além do faça você mesmo (“do it yourself”) que se popularizou nos últimos anos. O sentido é muito mais o do DIWO (“do it with others” que, traduzindo, seria algo como “faça junto com os outros”), afinal, estamos na era da colaboração.
Essa revolução está apenas em seu processo inicial e sua continuidade se dará conforme mais pessoas conhecerem essa modalidade e resolverem participar – enviando projetos, apoiando eles ou até criando novas plataformas. Como qualquer revolução, depende de gente. Depende da gente.
Está pronto para participar?
Diego Reeberg
Sócio-fundador do Catarse
Para mais informações:
Twitter – http://twitter.com/catarse_
Facebook – http://www.facebook.com/catarse.me
Email – diego@catarse.me






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