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Releases

  • set
  • 25
  • 2011

Domingo com Café

Categorias: Releases

Com discussão em torno da literatura africana em língua portuguesa, o Café Cultural deu início a mais um dia de atividades ininterruptas na Bienal do Livro. Os professores Kleyton Pereira (Fafire) e Zuleide Duarte (Universidade Estadual da Paraíba) interagiram com o público acerca do pouco espaço e da discriminação sofrida por obras provindas de países africanos como Angola, Cabo Verde e Moçambique. Investimento e treinamento por parte da academia diante do assunto é bandeira levantada pelos docentes.

 

Em consonância à primeira conversa, o multiartista Lepê Correia contestou a exclusão dos poetas e escritores negros de Pernambuco no próprio cenário local, onde muitas vezes são relegados ao título de poetas “marginais” e “alternativos”, como Miró e Malungo. Autor de obras com a temática negra como eixo central, Correia declamou versos e, bem-humorado, ironizou a academia por seu caráter sistemático ou, em suas palavras, “muito certinho”.

 

José Xavier Cortez, fundador da Cortez Editora, liderou a conversa seguinte. Sua trajetória de batalhas, iniciada a partir do momento que deixou o, interior do Rio Grande do Norte para trilhar novas veredas, foi o mote do bate papo que reforçou o velho (mas verdadeiro) clichê de que os livros podem transformar a vida dos indivíduos. Segundo Cortez, Irineu Evangelista de Sousa, o famoso Barão de Mauá, foi uma de suas grandes inspirações.

 

Bullying

 

“A humanidade é narcisística. É necessário estudar o Bullying de uma forma que não seja um discurso moral. Não podemos chegar na sala de aula e apontar: isto é certo e isto é errado. A proposta do livro-jogo é, através da ludicidade, fazer com que os alunos reflitam sobre os papéis principais da situação: agressor, vítima e espectador”.

 

Assim, o professor e jornalista Silvio Costta apresentou ao público o produto de sua autoria: “Antibullying – Uma nova estratégia para aprender e prevenir”, livro que busca ser um guia prático para educadores e pais compreenderem melhor o fenômeno. O professor Eduardo Fonseca, da Fafire, também presente ao diálogo, alertou sobre o a subestimação e, por outro lado, a superestimação que muitos dão ao tema.

 

“Não podemos exagerar e confundir brincadeiras e conflitos, fatores intrínsecos à natureza humana, com Bullying. Porém, o professor também não pode subestimar, achar que é coisa da idade, quando existe uma hostilidade, um sofrimento que perdura. Necessitamos de clareza para não se perder os contornos da situação”, disse o professor que ministra curso de pós-graduação em Psicologia e Direitos Humanos, na Fafire.

 

O Café Cultural ainda abraçou temas como literatura e cinema, crowdfunding e tecnologia e educação, em dez horas de trocas de experiência e conhecimento compartilhado. Amanhã tem mais: veja aqui os horários das atividades e se programe.

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DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor