- ago
- 01
- 2009
Elegia ao amor
Categorias: Histórias
História de Clarissa Morais
Vá para o inferno, vadia, que é teu lugar, piranha sem coração, te dei casa, comida e atenção e olha o que você me deu, saía daqui antes que eu te mate, que eu enfie as minhas unhas no teu peito oco, eu não merecia isso, cê ta ouvindo? Hein? Para de chorar cachorra, esse choro mentiroso, falso que nem você e não meta ele nessa história porque o que é dele tá guardado, bem guardadinho, como vocês puderam fazer isso comigo, logo eu mulher responsável. Cala boca. Sua miseravél. E quer saber? Vá embora que eu tenho nojo de você, piranha, vagabunda sem coração que Deus esteja vendo tudo pra ele acabar com você que mundo todo acabe com sua raça, porque? Hein? Me fala. Porque com ele e logo comigo? Eu que estava tão, tão feliz, sua invejosa, mau caráter, cadela-maldita, que você passe fome, que todos te neguem um copo d’água, que você morra devagar e sofra muito, fique cega, desdentada, arrombada, perdida, louca e sozinha,sofra bastante. Bastante. Sua vaca. Agora vá, não, você vai embora sem pegar nada é isso mesmo, que você ouviu, só com a roupa do corpo que é pra aprender a não bulir com o que é dos outros, que é pra aprender a não se deitar com os homens das outras!
Vá sua rapariga e tenha certeza que vai ser castigada,porque praga de mãe não falha.

Maravilhosa a poesia Olhar de Sertanejo