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Homenageados

Os homenageados da 8º Bienal Internacional do Livro de Pernambuco são o poeta recifense Mauro Mota e o escritor cearense Ronaldo Correia de Brito. Além disso, o Rio Grande do Sul é o estado homenageado desta edição, trazendo sua comitiva para participar do evento.

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Ronaldo Correia de Brito_ Foto de Carolina Pires

 

Ronaldo Correia de Brito é um dos mais importantes autores de ficção contemporânea no Brasil. Dramaturgo, contista, romancista e cronista, é
autor de Galileia, romance que lhe valeu o Prêmio São Paulo de Literatura/ 2009, como melhor livro do ano, sendo traduzido para o francês e o espanhol.

Ronaldo nasceu no Ceará, mas reside no Recife há 42 anos. Formou-se em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco e ainda trabalha nessa profissão.

Publicou os livros de contos Retratos imorais (2010), editora Alfaguara, indicado pelo jornal O Globo na lista dos Dez Melhores Livros do Ano; Livro dos Homens (2005) e Faca (2003), pela Cosac&Naify; As Noites e os Dias (1997), editora Bagaço; e Crônicas para ler na escola (2011), editora Objetiva.

Em parceria com Assis Lima escreveu as peças Baile do Menino Deus, Bandeira de São João, Arlequim, e O Pavão Misterioso, que já tiveram várias edições, tanto no formato teatral como em prosa, pelas editoras Objetiva/Alfaguara, Cosacnaify e Bagaço. A música dos espetáculos foi composta por Antonio Madureira e gravada pelo selo Eldorado. Baile do Menino Deus tornou-se o auto de Natal mais popular do Brasil, com inúmeras encenações a cada ano. O Pavão Misterioso entrou para o Catálogo White Ravens, 2005.

Ronaldo também escreveu outras peças teatrais, atuando como diretor, curador de arte e educador. Assinou durante sete anos a coluna Entremez, na revista Continente Multicultural. Assina coluna semanal na revista Terra Magazine, do Portal Terra, e quinzenal no jornal O Povo, do Ceará.

Foi escritor residente da Universidade da Califórnia, em Berkeley, no ano de 2007.

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Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (16 de agosto de 1911 – 22 de novembro de 1984) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.

Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e de Aline Ramos da Mota e Albuquerque, estudou na Escola Dom Vieira, em Nazaré da Mata, no Colégio Salesiano e no Ginásio do Recife. Diplomou-se na Faculdade de Direito do Recife no ano de 1937.

Tornou-se professor de História do Ginásio do Recife e em várias escolas particulares; catedrático de Geografia do Brasil, por concurso público, do Instituto de Educação de Pernambuco. Desde os anos universitários colaborava na imprensa.

Foi secretário, redator-chefe e diretor do Diario de Pernambuco. Colaborador literário do Correio da Manhã, do Diário de Notícias e do Jornal de Letras do Rio de Janeiro. Entre 1956 e 1971, foi diretor executivo do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. Diretor do Arquivo Público de Pernambuco entre 1973 e 1983. Membro do Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco e do Conselho Federal de Cultura.

Como poeta, destaca-se por suas Elegias, publicadas em 1952. Nessa obra figura também o “Boletim sentimental da guerra do Recife”, um dos seus poemas mais conhecidos. Sua poesia é de fundo simbólico, sobre temas nordestinos, retratando dramas do cotidiano em linguagem natural e espontânea.

2011 é o ano do centenário de nascimeno de Mauro Mota, que foi advogado, professor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras.

Leia artigos sobre Mauro Mota clicando aqui.

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O Rio Grande do Sul, terra de escritores do quilate de Érico Veríssimo e Mário Quintana, que já se firmou há muito tempo como celeiro de grandes autores e figura na cena literária contemporânea com novas e singulares vozes,  é o estado homeageado da VIII Bienal Internacional do Livro, que tem sua programação recheada de gaúchos.

Farão parte das mesas de debates Eliane Brum, Fabrício Carpinejar, Telma Scherer, Carlos Urbim e Vitor Ramil. Além deles, a presença célebre do escritor Assis Brasil, atual Secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, enriquece ainda mais esse momento de encontro com as letras. Na feira será apresentado por Ricardo Silvestrin o Prêmio Moacyr Scliar de poesia, que já nasce com um dos maiores prêmios literários do país e com uma proposta inédita de premiar também as editoras. Além disso, os estados do Rio Grande do Sul e Pernambuco terão a oportunidade de discutir as suas políticas públicas para o livro e a literatura, numa mesa com a participação do Secretário Adjunto de Cultura de Pernambuco, o também gaúcho Beto Silva, e o Secretário Adjunto de Cultura do Rio Grande do Sul, Jeferson Asssumção.

Um momento memorável, que reforça os laços entre os dois estados, tão distantes geograficamente, mas tão ligados por suas culturas singulares.