Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


BLOG DO BIENALDO

  • mar
  • 29
  • 2012

Entrevista com Millôr Fernandes

Categorias: Autores, Blog do Bienaldo

Dias de grandes perdas para o Brasil.

Na mesma semana partiram Chico Anysio e Millôr Fernandes. Certamente, depois desses falecimentos, o humor brasileiro ficará muito menos engraçado…

Millôr era uma das mais sagazes inteligências do país. Além de uma vasta obra, Millôr deixa para o imaginário popular brasileiro frases inesquecíveis como por exemplo:

“Por mais violento que seja o argumento contrário, por mais bem formulado, eu tenho sempre uma resposta que fecha a boca de qualquer um: «Vocês têm toda a razão».”

O mínimo que poderíamos fazer neste momento é prestar nossa humilde e singela homenagem a este grande brasileiro. Reproduzimos abaixo a excelente entrevista que Renato Rovai, editor da Revista Fórum, fez com Millôr Fernandes.

“O mundo está muito melhor”

Quem diria, Millôr Fernandes, o crítico mais crítico do país, faz 80 anos garantindo que a vida de hoje em dia é muito melhor que a de outros tempos

Por Renato Rovai

“E lá vou eu de novo, sem freio nem pára-quedas. Saiam da frente, ou debaixo que, se não estou radioativo, muito menos estou radiopassivo. Quando me sentei para escrever vinha tão cheio de idéias que só me saíam gêmeas, as palavras – reco-reco, tatibitate, ronronar, coré-coré, tom-tom, rema-rema, tintim-por-tintim. Fui obrigado a tomar uma pílula anticoncepcional. Agora estou bem, já não dói nada. Quem é que sou eu? Ah, que posso dizer? Como me espanta! Já não fazem Millôres como antigamente! Nasci pequeno e cresci aos poucos. Primeiro me fizeram os meios e, depois, as pontas. Só muito tarde cheguei aos extremos. Cabeça, tronco e membros, eis tudo. E não me revolto. Fiz três revoluções, todas perdidas. A primeira contra Deus, e ele me venceu com um sórdido milagre. A segunda com o destino, e ele me bateu, deixando-me só com seu pior enredo. A terceira contra mim mesmo, e a mim me consumi, e vim parar aqui.”

Assim Millôr se apresentou aos leitores quando foi fazer uma coluna na revista Veja, em 1968. Aos 80 anos, completados no último 16 de agosto, Millôr é um dos maiores intelectuais vivos do Brasil. Já fez dezenas de peças de teatro, traduções e lançou e colaborou com outras tantas dezenas de veículos de imprensa. Suas colunas no Pasquim da primeira fase ainda são lembradas em muitas mesas de bar por quem tem mais de 40. Suas frases diretas e perspicazes já encantam muitos garotos e garotas que surfam pela internet e passam pelo Universo On-Line (UOL), onde colabora. Millôr não gosta de dar entrevistas. Por isso, leitor, aproveite essa deixa.

Pessimismo ou otimismo

Não sou otimista, mas quando digo aos meus amigos que estamos vivendo no melhor dos tempos, as pessoas não percebem. Estamos vivendo num tempo de transição, mas o mundo nunca foi tão bom. É curioso dizer isso, mas é verdade. Até 1888 era possível comprar um preto na esquina e carimbá-lo com o seu nome. Trouxeram de 10 a 15 milhões de negros da África e era perfeitamente normal. Isso mudou. Mas, como disse, não sou otimista. A palavra poderia ser, sei lá, realista. Mas não realista no sentido negativo, porque quando se fala realista, em geral se quer dizer, “tá tudo fodido e eu estou vendo a realidade”. Não é isso. Estou vendo uma realidade em que hoje, no mundo inteiro, tem muito mais gente usufruindo os bens da vida do que jamais houve. Tem um bilhão de pessoas passando fome, mas são seis bilhões no planeta. Tem uma classe média hoje no mundo que, se você for muito pessimista, dá 20% da população. Você tem dois bilhões, ou um bilhão e meio de pessoas vivendo muito bem.

Mais perto do socialismo

Quando começam a informatizar tudo, as pessoas vão perdendo o emprego. Isso me parece evidente. Mas quando você desemprega milhões de pessoas, na minha visão, ao mesmo tempo está criando o socialismo. Ou você arranja uma maneira de distribuir melhor os bens da terra, ou esta porra explode. Nesse momento está explodindo, mas ou vai explodir de uma vez ou só estamos num período de transição que pode durar 10, 20, 30 anos. Mas é um período de transição.

Conflitos futuros

Isso eu acho absolutamente imprevisível. É impossível prever o gesto de um maluco. Não se pode saber o que aquele doido da Coréia do Norte pode fazer e nem aqueles filhos da puta dos EUA, não é verdade? A Índia está lá, o Paquistão está lá. É imprevisível. Também não é possível prever, se a coisa pegar em um âmbito mais gigantesco, isso não vá acabar com o mundo ou com a Terra. Ou chegar à barbárie total de novo. De qualquer maneira eu acho muito interessante o mundo. Leia o texto completo

  • mar
  • 09
  • 2012

Paulo Freire é declarado patrono da educação brasileira

Categorias: Blog do Bienaldo, Novidades

Notícia da Agência Senado

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (6) em decisão terminativa, por unanimidade, o projeto de lei da Câmara (PLC 50/11), que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. Caso não seja apresentado recurso para votação da matéria em plenário, o texto seguirá diretamente para sanção da presidente Dilma Rousseff.

O projeto, que teve como relator na comissão o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é de autoria da deputada Luiza Erundina, que nomeou Freire como seu secretário de Educação, quando foi prefeita de São Paulo, a partir de 1989. Segundo a deputada, Freire, falecido há 15 anos, provocou então uma “verdadeira revolução educacional na cidade de São Paulo”.

Paulo Freire nasceu em Recife em 1921, ficou órfão aos 13 anos e enfrentou uma “infância difícil”, como observa a deputada na justificativa de seu projeto. Formou-se em Direito, mas nunca exerceu a advocacia. Em 1960 desenvolveu um método “simples e revolucionário” de alfabetização de adultos. Durante o governo do presidente João Goulart, coordenou o Programa Nacional de Alfabetização, que tinha o objetivo de alfabetizar cinco milhões de pessoas.

O criador da “pedagogia da libertação” foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando o seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia.

A partir da década de 60, observou o relator do projeto, a “pedagogia da libertação” passou a simbolizar a contribuição de Freire ao pensamento pedagógico mundial.

- Paulo Freire é um dos brasileiros mais conhecidos no exterior. Um brasileiro que tem bustos em praças e é nome de rua em países da África e América Latina. Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas e se transformaram em clássicos do pensamento relacionado à educação em todo o mundo. Houvesse um Prêmio Nobel para a educação, Paulo Freire possivelmente teria sido agraciado – disse Cristovam.

  • fev
  • 27
  • 2012

Bienal do Livro no calendário oficial de eventos de Pernambuco

Categorias: Blog do Bienaldo, Novidades

Rogério Robalinho e o deputado estadual Luciano Coutinho

Um dos mais importantes eventos literários do País, sendo a terceira maior Bienal do Brasil e a maior do Norte e Nordeste, a Bienal do Livro de Pernambuco agora está inscrita no Calendário Oficial de Eventos do Estado. A Lei 14.536, aprovada pela Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Luciano Siqueira, foi sancionada pelo governador e publicada no Diário Oficial no último dia 14 de dezembro.

A lei é o reconhecimento institucional do trabalho relevante desenvolvido há mais de uma década por Rogério Robalinho à frente da Cia de Eventos, empresa realizadora da Bienal.

Durante todos esses anos, a Cia de Eventos proporcionou a interação ideal entre agentes públicos e privados, sempre com o objetivo maior de ressaltar o caráter educativo de uma feira literária de grande porte em nosso Estado. Com determinação diante das dificuldades enfrentadas ao longo do percurso, e o esforço dedicado de vários colaboradores, a Cia de Eventos se irmana à população na alegria pela sanção de uma lei que, ao mesmo tempo, beneficia a todos, especialmente os mais jovens, ao estimular a paixão pela leitura, e descortina horizonte sustentável para o mercado editorial nordestino.

Em sua oitava edição, no ano passado, a Bienal do Livro alcançou novamente números expressivos, consolidando a posição de destaque no cenário nacional e alçando Pernambuco a esta posição de destaque. Mais de 600 mil visitantes, dos quais milhares de crianças, adolescentes e professores de 645 escolas públicas e privadas estiveram no Centro de Convenções para conferir as ofertas da feira e uma rica programação de lançamentos, palestras e debates distribuída em oito espaços exclusivos de conteúdo, nos estandes institucionais e das editoras e livrarias presentes.

Sintonizada com as políticas públicas em prol da leitura e da literatura, a Bienal do Livro se tornou em poucos anos um exemplo grandioso de evento bem-sucedido, porque exprime a dimensão cultural do povo pernambucano. A relação do cidadão é cada vez maior com a Bienalgraças ao significado que o evento confere à paixão de Pernambuco pelo universo encantado dos livros.

A aprovação de uma lei na Assembleia, e sua sanção pelo governador em exercício João Lyra Neto, representa uma conquista coletiva que ressalta o poder da cidadania intrínseco ao poder da literatura. Como disse a manchete do Jornal do Commercio, na véspera da abertura da oitava edição, a literatura quer, sim, mudar o mundo. A aproximação com a cidadania, que já se dá na prática e foi o tema da Bienal passada, ganha status de compromisso com a existência do instrumento legal.

A partir de agora, a formulação das políticas do governo do Estado para a disseminação e valorização do livro e da leitura passa pela realização, de dois em dois anos, de um evento referencial para a cultura regional e nacional, com inserção na agenda global de eventos literários.

Sem dúvida, uma lei histórica para a cultura, a educação e o futuro de Pernambuco.

  • nov
  • 30
  • 2011

Lançamento da nova edição do livro “Baile do Menino Deus”.

Categorias: Autores, Blog do Bienaldo

Um dos textos mais encenados em todo o país, “Baile do Menino Deus” ganha nova edição em livro. Lançamento nacional é na próxima sexta-feira, na Livraria Cultura, com participação do elenco da montagem.

O baile aqui não termina, o baile aqui principia

Na próxima sexta-feira, dia 02 de dezembro, a partir das 19h, no auditório da Livraria Cultura (Shopping Paço Alfândega – Rua Madre de Deus, s/n, Bairro do Recife), será o lançamento nacional da mais nova edição do livro “Baile do Menino Deus”, peça teatral de Ronaldo Correia de Brito e Assis Lima, com 60 páginas, em comemoração aos 28 anos da obra original. Desta vez, a publicação sai pela editora Alfaguara/Objetiva, com belas e divertidas ilustrações do mineiro Flávio Fargas.

Para a festa, quase todo o elenco do espetáculo “Baile do Menino Deus – Uma Brincadeira de Natal”, da Relicário Produções, sob direção do autor Ronaldo Correia de Brito, vai estar presente, entre atores, bailarinos e músicos, com destaque para o coro infantil coordenado por Célia Oliveira, que vai apresentar algumas das conhecidas canções da montagem. Os músicos estarão sob a regência do maestro José Renato Accioly. Os intérpretes Sóstenes Vidal e Arilson Lopes (não caracterizados), que vivem os dois Mateus, vão ler alguns trechos da obra.

O texto conta a história do Mateus que anda seguido por uma trupe de crianças. Eles procuram uma casa onde nasceu um menino e, em cuja porta existe uma estrela como sinal. O grupo demora a achar a casa, e quando a encontra, ela está fechada. Depois de mil peripécias, que incluem a participação de várias outras personagens, como a burrinha Zabilin, a formosa Ciganinha, o Anjo Bom e, até mesmo, o terrível monstro Jaraguá, que não chega a afetar a alegria da turma, a porta se abre e seus donos aparecem: José e Maria. O Mateus, então, pede licença para realizar um grande baile, que nada mais é que a festa natalina, em louvor ao nascimento do Menino Deus.

Ruth Rocha, que escreve a introdução do livro, explica aos leitores como a obra pode ser facilmente adaptada e encenada por grupos escolares ou teatrais. “Depois de revisto e atualizado pelos autores, o texto é apresentado integralmente, contando ainda com um glossário para facilitar a compreensão de alguns termos. Assim, se o leitor não conhece as expressões usadas pelas crianças do Nordeste, logo pode saber que zabelê é uma ave do sertão, que boca-de-forno é uma brincadeira de prendas e caboclinhos é o nome dado aos grupos fantasiados de indígenas, que desfilam em todo carnaval nordestino.”

Na ocasião, também será lançada a campanha de divulgação do espetáculo para este ano, que nos dias 23, 24 e 25 de dezembro, às 20h, volta ao Marco Zero, em seu oitavo ano de exibição como um dos mais importantes eventos do Natal no Recife, além da apresentação do site da produção, totalmente repaginado. E é assim, como diz o Mateus, que há 28 anos o Baile não termina, ele só principia. “Olê, olá!”.

  • nov
  • 17
  • 2011

Siga o itinerário do bem estar

Categorias: Autores, Blog do Bienaldo

Médico Oscar Coutinho lança livro de dicas e memórias reunidas em quase 40 anos de viagens à Europa – em roteiros que destacam o bem que faz viajar em grupo, numa divertida celebração à amizade

“Viajar é ótimo – e melhor pela Europa!”
De Oscar Coutinho, pela Cepe Editora.
Lançamento na Livraria Jaqueira, no dia 22 de novembro (terça-feira), a partir das 16:00hs.

Todo turista sabe o valor de informações precisas e confiáveis a respeito do roteiro que vai seguir, e não despensa aquele guia de viagens da região a ser visitada na bagagem. Com a internet, a tarefa ficou mais fácil, e ao mesmo tempo mais perigosa, no instante em que o volume extenso de dados coletados pode levar a indicações conflituosas e gerar dúvidas, ao invés da segurança e da tranquilidade esperadas.

Com a experiência acumulada em quase quatro décadas de idas a diversos países na Europa, o médico Oscar Coutinho resolveu compartilhar em livro suas anotações pessoais, que recheiam velhas pastas e registram detalhes de cada passeio. E também as lembranças de impressões, das emoções vividas nos lugares por onde ele, a esposa e os amigos passaram.

Dono de “incomum capacidade diagnóstica” como clínico, na expressão do consultor de empresas Francisco Cunha, que assina a orelha do livro, Oscar Coutinho utiliza a mesma aptidão que norteia os tratamentos que prescreve à observação meticulosa do Velho Continente, cujas visitas frequentes resultaram em conhecimento extenso adquirido com muito prazer.

Leia o texto completo

  • out
  • 19
  • 2011

“Os invisíveis – a literatura proletária brasileira”, palestra de Luiz Ruffato na Bienal

Categorias: Blog do Bienaldo

 

O escritor mineiro e jornalista Luiz Ruffato conversou com o escritor pernambucano e jornalista Homero Fonseca, no Círculo das Ideias, sobre os personagens que são invisíveis diante da literatura brasileira: os proletários.

Luiz Ruffato é jornalista, escritor e editor mineiro, recebeu os prêmios da APCA e Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional, com o livro “Eles eram muitos cavalos” (2001), publicado também na Itália, na França e em Portugal. Autor de “Estive em Lisboa e lembrei de você” (Companhia das Letras, 2009).

Segundo Ruffato, a literatura brasileira retrata, em todos os aspectos, a área rural. No mundo urbano, não há o trabalhador, só o bandido. “Na década de 30, só tinha sindicalista e não proletário mesmo. Há uma total insensibilidade da literatura em relação ao trabalhador.”, diz.

Homero comentando sobre Ruffato, afirma que ele trabalha com a matéria prima da literatura. “Seus romances não tem linearidade. Há um trabalho de invenção onde os personagens são de carne e osso”, completa Homero.

Em relação ao jornalismo, Ruffato afirma que foi fundamental a técnica que aprendeu ao longo dos quatro anos para entender sobre o que queria escrever.

Anos fiquei tentando resolver meu problema: não escrever o romance burguês. Queria algo anti burguês, uma construção anti biográfica. Meus personagens não tem biografia porque as enchentes levam os documentos, não sobra nada. É a construção de um universo não linear, formado por fragmentos”, diz Ruffato.

Outro ponto que o escritor mineiro toca em relação a seus romances é a desconstrução do pobre. “O pobre geralmente é negro, sujo e evangélico. Comecei a subverter isso nos meus romances. Os leitores não vão encontrar pessoas boazinhas e que falam errado”, finaliza Ruffato.

 

  • out
  • 19
  • 2011

Painel com Miguel Sanches Neto na Bienal

Categorias: Blog do Bienaldo

 

O painel “Os limites da crítica, os limites da ficção”, com o escritor, professor e crítico literário paranaense Miguel Sanches Neto e mediação de Cristiano Ramos, aconteu no Círculo das ideias, no dia 29 de setembro na Bienal do Livro de Pernambuco.

Miguel Sanches Neto venceu o Prêmio Cruz e Souza de Contos com a obra “Hóspedes Secretos” (Record, 2003). Lançou “Um amor anarquista”, também pela Record (2005). É finalista do Prêmio São Paulo este ano, com o livro “Chá das cinco com o vampiro” (Objetiva, 2010).

Quem quiser seguir o escritor no Twitter, seu link é @miguelsanchesnt.

No vídeo acima você pode assistir a íntegra do painel, transmitido ao vivo pela fanpage da Bienal no Facebook.

 

  • out
  • 05
  • 2011

Mais de 600 mil pessoas passaram pela 8ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

Categorias: Blog do Bienaldo, Releases

do NE10

De acordo com o balanço quantitativo da Oitava Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, elaborado pela produtora responsável, a Cia de Eventos, 603 mil pessoas já passaram pela feira até esse sábado (01), penúltimo dia do evento.


Segundo o sócio-diretor da Cia, Rogério Robalinho, o projeto recebeu 645 escolas, entre públicas e privadas, 9 projetos voltados para sustentabilidade, 29 projetos sociais e 5 de atendimento à adolescência e jovens.

Os visitantes puderam conferir os produtos literários de 208 expositores, distribuídos em 361 estandes, em uma área de 25 mil metros quadrados.

Esta edição foi organizada com oito espaços de conteúdo: Os auditórios Beberibe, Brum e Ribeira; Círculo das Ideias e o Círculo das Letras; a Plataforma de Lançamentos, o Café Cultural e o Lá no Meu Sertão.

Para o fornecimento de serviços gerais, a feira contou com 25 empresas e mais de 150 pessoas contratadas para a execução do evento.


PRÓXIMA EDIÇÃO - A Feira mal acabou em 2011 e a organização já pensa na próxima edição. Em 2013, a Bienal continuará instalada no Centro de Convenções e acontecerá entre os dias 4 e 13 de outubro, contemplando assim o Dia das Crianças.

  • out
  • 02
  • 2011

Resultado do concurso “Termine essa História” 2011

Categorias: Blog do Bienaldo

O concurso literário Termine essa História - 2011 teve hoje seus vencedores definidos. Como vocês sabem, o homenageado da VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco é o escritor Ronaldo Correia de Brito – um dos maiores ficcionistas da literatura brasileira contemporânea -, e a ideia do concurso era que os participantes escrevessem a conclusão de um conto elaborado por Ronaldo, com até 240 caracteres.

Ao todo foram mais de 300 histórias enviadas aqui para o site da Bienal, e a comissão julgadora convidada pela Bienal do Livro escolheu duas histórias entre tantas. O primeiro prêmio é um (01) notebook (descrição do computador está no regulamento), e o segundo prêmio uma (01) diária com acompanhante em um hotel do Litoral Sul de Pernambuco.

Pois bem. Vamos aos vencedores:

1º Bruno Fernandes Alves

2º Margarida Costa Rosas

Nossa produção já entrou em contato com os dois ganhadores, para acertar os detalhes da entrega dos prêmios.

O concurso Termine essa História se despede de tod@s, rumo à IX edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Confiram abaixo o conto iniciado por Ronaldo Correia de Brito, com as conclusões criadas pelos vencedores.

Conclusão de Bruno Alves em itálico após o conto:

Ele deita novamente, levanta a perna e a repousa no ombro da namorada. Escuta o barulho da rua, pedaços de conversa, a porta do elevador do prédio batendo com força. Os motoristas ignoram a lei e buzinam forte. Flashes luminosos projetam figuras nas paredes e nos móveis. Ela acaricia a perna suspensa, desce a mão até a coxa e ao sexo apaziguado, querendo reanimá-lo. O rapaz retira a mão com carinho, lambe os dedos que o excitam e pede cerveja. Lembra mais um verso falando de corpos que não devem repetir-se na noite. Ainda são dez horas, não quer dormir no apartamento da namorada e nunca tem ânimo para um segundo turno de sexo. Levanta-se, veste a calça e espera a cerveja. Quando a moça chega com a bebida, bebe dois copos como se fosse água.

A namorada resmunga algo sobre ter sentido nele uma incomum distância. Tão forte que sentiu a pele dele arranhá-la. Ele sorriu. Será que ela não sabe que trazemos em nós raspas de peles de antigos amantes que podem ferir ao serem lembrados?

Conclusão de Margarida Rosas – também em itálico após o conto:

Ele deita novamente, levanta a perna e a repousa no ombro da namorada. Escuta o barulho da rua, pedaços de conversa, a porta do elevador do prédio batendo com força. Os motoristas ignoram a lei e buzinam forte. Flashes luminosos projetam figuras nas paredes e nos móveis. Ela acaricia a perna suspensa, desce a mão até a coxa e ao sexo apaziguado, querendo reanimá-lo. O rapaz retira a mão com carinho, lambe os dedos que o excitam e pede cerveja. Lembra mais um verso falando de corpos que não devem repetir-se na noite. Ainda são dez horas, não quer dormir no apartamento da namorada e nunca tem ânimo para um segundo turno de sexo. Levanta-se, veste a calça e espera a cerveja. Quando a moça chega com a bebida, bebe dois copos como se fosse água.

Ela pede com o olhar que ele fique mais um pouco, não precisa do sexo, mas quer sua presença, sua alma em sua casa. Ele nega com o corpo, fechando janelas. Ela pensa em gritar seu nome, ele repele qualquer palavra. A solidão alaga a casa.

 

 

  • out
  • 02
  • 2011

Papa-figo sorteia KIT com as melhores capas e um pôster inédito de Miguel Falcão.

Categorias: Blog do Bienaldo

O Papa-figo, jornal de humor mais antigo do estado, está na 8º Bienal do Livro de Pernambuco e você pode ganhar dois KITs exclusivos  com a compilação com as melhores capas de 1986 a 2006 e um pôster inédito do cartunista Miguel Falcão, chargista do Jornal do Commercio.

Como nosso Bienaldo é grande fã do Papa-figo, hoje o sorteio é por conta dele! então, para concorrer, basta seguir @Bienaldices no twitter e copiar a seguinte frase em seu perfil:

Sigo @Bienaldices e quero um KIT exclusivo do Papa-figo http://kingo.to/Q6q

Como é o último dia do evento, excepcionalmente os sorteios realizados neste domingo (02) poderão ser entregues, além de hoje na Sala de Imprensa, na Cia de Eventos nos próximos dias.

Na Bienal, quem quiser conhecer um pouco mais da história deste jornal, fundado pelos jornalistas Bione, José Telles e Ral em agosto de 84, pode seguir pelo Beco do Papa-figo, localizado no final da Rua 14, bem ao lado do estande da editora Paés. Além de descobrir um pouco da história do jornalismo de humor que até hoje é feito em Recife, você vai encontrar o Box do Papa-figo, versão para colecionador, com a compilação de 300 edições do jornal, mais 10 pôsteres de Miguel Falcão e ainda um DVD com o documentário que reúne depoimentos de personalidades que participaram direta ou indiretamente da realização do jornal.O Box está com um preço inacreditável. 40% de desconto. Vale a pena conferir.

Página 1 de 1312345678910...Última »

Twitter



VÍDEO



NEWSLETTER

Newsletter
 

cforms contact form by delicious:days



DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor