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BLOG DO BIENALDO

  • out
  • 13
  • 2009

VII Bienal Internacional de Pernambuco bate recorde de público

Categorias: Blog do Bienaldo, Releases

Edição de 2009 da feira literária aconteceu entre os dias dois e 12 de outubro no Centro de Convenções. Mais de 600mil pessoas passaram por lá

 A 7ª edição da VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco pode ser considerada um evento de sucesso em 2009. De acordo com dados divulgados pela Cia de Eventos, responsável pela produção da Bienal, mais de 600 mil pessoas conferiram o evento em seus onze dias, superando as expectativas.

 Estima-se ainda que 1 milhão e 800 mil livros foram vendidos durante a Bienal, gerando uma movimentação de R$ 30 milhões  em vendas. Além disso, 2.500 empregos formais e informais foram gerados. De acordo com o diretor da Cia de Eventos, Rogério Robalinho, eventos como esse reafirmam a identidade pernambucana. “Foram onze dias de celebração à leitura em um ambiente muito civilizado. Com isso ganhamos no que diz respeito a afirmação de Pernambuco no cenário literário nacional”, ressalta.

Entre as novidades trazidas esse ano, a Bienal ganhou mais um dia e contou com atrações diferenciadas, como a Cidade do Livro, voltada exclusivamente para o público infanto-juvenil. No total a programação reuniu 270 atrações, entre palestras, apresentações, oficinas e debates. Além disso, convidados de peso no cenário literário nacional e internacional participaram das palestras, como Salim Miguel, Daniel Galera, o argentino Federico Andahazi, o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez.

 Rogério Robalinho já anuncia os planos iniciais da próxima Bienal, em 2011. Questões como a falta de sinalização e a praça de alimentação devem ser avaliadas e aprimoradas. “No caso da alimentação, já estamos nos articulando para firmar uma parceria com o restaurante-escola e garçons capacitados pelo Senac”, disse.

 Outra novidade seria a reserva de três teatros do Centro de Convenções (Beberibe, Brum e Ribeira) para a realização de novos encontros e debates. “Iremos integrar esses ambientes com o Pavilhão de Feiras através de recursos cenográficos”, explica Rogério Robalinho.

 NÚMEROS 

 Bienal 2009 

  • 11 dias
  • Mais de 600 mil pessoas
  • R$ 30 milhões em negócios e serviços
  • 1 milhão e 800 mil livros vendidos, a um custo médio de R$ 17 reais
  • 10 mil livros arrecadados na campanha de doação de livros
  • 270 atrações, entre palestras, debates, apresentações e oficinas
  • 230 lançamentos
  • 2.500 empregos formais e informais gerados
  • 400 editoras
  • 260 stands

  Bienal 2007

  • 10 dias (05 e 14 de outubro de 2007)
  • 220 stands
  • 120 palestras 
  • 200 lançamentos
  • R$ 15 milhões em negócios e serviços
  • 2.500 empregos indiretos
  • 600 mil livros vendidos
  • 550 mil pessoas

Link do vídeo com Rogério Robalinho: http://www.youtube.com/watch?v=ixravpD3apw

  • out
  • 13
  • 2009

Já está chegando a hora de ir…

Categorias: Blog do Bienaldo

Pois é, minha gente, bom estar com vocês, brincar com vocês e deixar correr solto o que a gente quis – e isso foi o que mais rolou nessa Bienal. Durante onze dias a literatura se concentrou em peso no Centro de Convenções e provou pra todo mundo que tá longe do mofo, da poeira e do ranço de bibliotecas fechadas a sete chaves. Ela está e sempre esteve viva entre nós, pedindo licença para entrar – ou, como é mais do feitio dela, arrombando as fechaduras e pintando miséria dentro da gente.

Despedida não é fácil, mas é necessário… eu só queria agradecer a todos que fizeram essa nossa festa acontecer, a todos os colaboradores, ao pessoal que segurou as pontas e fez a festa correr macio na pista desses dias. Agradecer aos organizadores, que capricharam nessa Bienal, inovando e trazendo figuraças importantes não só daqui como de todo país e mesmo do mundo, para fazer a troca de informação e conhecimento. Juntar os daqui e os de fora, os estreantes e os consagrados, os medalhões e os marginais, sem medo de ser feliz. Agradeço também aos escritores que estiveram presentes, não só declamando ou palestrando ou lançando, mas também assistindo e prestigiando seus colegas.

Obrigado a vocês, escritores. Obrigado Adélia Coelho, André de Sena, Artur Ataíde, Artur Lins, Artur Rogério, Bernardo Souto, Biagio Pecorelli, Bruno Piffardini, Cida Pedrosa, Cristhiano Aguiar, Fernando Farias, Gerusa Leal, Jacineide Travassos, Jade Dantas, Jomard Muniz de Brito, Josi Guimarães, Malungo, Miró, Pedro Américo de Farias, Pedro Buarque, Roberto Macarrão, Vivian Leone e Wellington de Melo, que foram vistos por ali a Bienal inteira – ou quase – fazendo dela uma extensão de casa. Obrigado às milhares de pessoas que vieram para cá, milhares mesmo, o que provou que literatura é uma necessidade e atrai a atenção do grande público. Obrigado, parabéns e bem-vindos todos aqueles que, graças ao nosso esforço, sentiram a vontade de mergulhar de cabeça nesse mundão veio que é a litetaruta. Chegar e partir são dois lados da mesma viagem.

Enfim, é ilson aílson. Cabô, gente boa. Bienal Internacional do Livro de Pernambuco: quem viu, viu, quem não viu chupa o dedão até 2011!

BIENALDO é escritor. Isso basta.

  • out
  • 13
  • 2009

As últimas da Bienal

Categorias: Blog do Bienaldo

Essa segunda-feira foi o último dia da Bienal. Tudo que é bom um dia apaga, mas como já dizia o sábio, é preciso queimar até a última ponta. E, flanado em queimar, o Centro de Convenções pegou fogo mesmo! Em nenhum instante deixou de ter literatura sendo falada, gritada, urrada ou sussurrada entre aquelas paredes!

Teve homenagem-recital a Terêza Tenório, com Lucila Nogueira, Adélia Coelho e Wellington de Melo, entre outros. Teve um recital-etílico-inflamável para o lançamento de Roberto “Macarrão” Queiroz. Teve “Os seios de minha mãe” e “Rapazes de Sodoma”, teve Dremelgas no Palco das Ideias e Silvana Menezes lendo ao ouvido da galera. Teve Vozes Femininas e teve Urros Masculinos também. Biagio Pecorelli rolando no chão e os poetas urbanos na guerrilha, e com Miró na tela grande!

Ao final das contas, pra fechar a conta e passar a régua, os leitores foram para o palco e conversaram sobre o ato de ler, num papo intermediado por Luciano Siqueira. E os garotos se comportaram direitinho diante das feras, viu? Mostraram que o ato de ler é o caminho mais simples para um mundo bem maior, e que não é preciso muita coisa para apreciar e cultivar o hábito – um pouco de boa-vontade não faz mal a ninguém.

BIENALDO é escritor, performer e nunca mais bebe caipirinha havaiana na vida!

  • out
  • 12
  • 2009

Fernando Monteiro comenta a Bienal

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Mais uma microetrevista deste que vos escreve! Dessa vez, Fernando Monteiro, do comentadíssimo Vi uma foto de Anna Akhmátova, faz um balanço lúcido desta Bienal.

Bienaldo é escritor e está quase terminando de ler “Vi uma foto de Anna Akhmátova”.

  • out
  • 12
  • 2009

Balanço da Bienal, por Lucila Nogueira

Categorias: Blog do Bienaldo

É pessoal da lan house de Casa Amarela, quem comprou comprou, quem não comprou só tem hoje pra comprar!

A Bienal tá acabando e já tá deixando saudades. Neste post, Lucila Nogueira faz seu balanço da coisa toda. Ainda dá tempo de pegar as promoções de queima de estoque – não se preocupem, ó leitores do Bairro Novo, que não vamos queimar livros.

Bienaldo é escritor e vai catar todas as promoções de última hora hoje na Bienal.

  • out
  • 11
  • 2009

Quem não love Lucy?

Categorias: Blog do Bienaldo

Essa Bienal já teve de tudo um pouco. Sexo com os “belos e malditos” e Andahazi; álcool com Xico Sá e Miró; flashmob; inquisição espanhola; overdose de churros e livro sendo lançado pra tudo que é lado. E nesse domingo, vamos comemorar os trinta anos de poesia da druidesa-mor da literatura, Lucila Nogueira, na grande arena indoor do Palco das Ideias, onde a literatura é devorada pelos leões famintos da plateia. No bate-papo, teremos o escritor e showman Bruno Piffardini, organizador da Obra Reunida de Lucila, e os jornalistas JC Schneider Carpeggiani e Thiago Soares (esse sim, um nome dificílimo de se digitar). Lucila já me garantiu, através de telepatia, que o palco vai lançar a todos para além da quarta forma do delírio. Eu não duvido nem um pouco disso.

E, para não dizer que eu não falei das flores, Fernando Monteiro estará na Bienal em dose dupla: no auditório Carlos Pena Filho, às 18 horas, com a palestra “Viagem ao centro da literatura”, onde falará de literatura francesa, Júlio Verne e sua importância para a formação do escritor quando jovem, e logo depois, na Plataforma de Lançamento, ele vai lançar seu mais novo livro, o poema longo Vi uma foto de Anna Akhmátova.

Por último, mas não menos importante: às 19 e meia, no Auditório Carlos Pena Filho, Marcelino Freire dará o ar de sua graça num bate-papo com os inexoráveis Urros Masculinos. Calma, seu Walter, eles me garantiram não haverá estragos dessa vez!

BIENALDO é escritor e tem uma foto de Anna Akhmátova. Autografada. É sério.

  • out
  • 11
  • 2009

Macho que é macho vai pra Bienal, pô!

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Não bastava o terrorismo cultural do grupo Urros Masculinos, o final da festa hoje ficou a cargo de um show à parte dos modos de macho do escritor Xico Sá. Já ouviu falar em “orador inflamado”? Pois é, mô filho, aqui o “palestrante” tava inflamável mesmo! Quem estava presente pode apreciar considerações que vão muito além da reles literatura – Xico Sá basicamente falou sobre a Vida, o Universo e todas as coisas. Do seu horror ao classemedismo da literatura, das convenções e das relações. Mas em meio a tudo isso, uma reflexão que ficará para mim ao longo de toda a minha vida:

“O único encontro que vale a pena é o da raparigagem desenfreada.”

Ao final, Xico Sá trouxe para junto da mesa o poeta Miró, com quem bateu algumas fotos das quais não se arrependerão depois de passada a carraspana, e o ator-poeta-multifunção Biagio Pecorelli, que já estava chamando a platéia inteira para mesa. Todo mundo se divertiu horrores com esse papo pra lá de Bagdá, exceto o Seu Walter do Cafezinho que ficou visivelmente transtornado com o estrago causado à sua mesa com copos de água e café sendo varridos por Miró por toda a mesa. Pois é, amiguinhos: café cultural de bebo não tem dono…

BIENALDO é escritor e ainda não atingiu a gradação alcoólica necessária para ser consideração da Geração 51 – uma boa ideia.

  • out
  • 11
  • 2009

Mas afinal, o que diabos é uma flashmob?!

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Como dizia o outro, “meninos, eu vi!” E duvido muito que, se você estava Bienal do Livro de PE hoje, lá pelas quatro e meia da tarde, não tenha visto o mesmo que eu! De repente toca uma buzina alta e um monte de gente cai no chão. Tiroteio? Bombardeio aéreo? Osama apareceu e disse “aí, galera”? Nada, mô filho, é a tal da flashmob. Aliás, a primeira flashmob feita em uma Bienal na história da humanidade humana e intergaláctica!

Praticamente um atentado poético do qual nem Jomard Muniz de Brito sairia ileso: um monte de gente se atira ao chão, atravanca o caminho do povo bem no Ponto G (ôeee!) repetindo sem parar “no meio do caminho tira uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho” até um maluco descabelado e quase nu sair abanando uma bandeira com uma raposa raivosa estampada. É, isso é a tal da flashmob: jogue uma ideia absurda e quase conspiratória na net, deixe-a se espalhar feito um vírus no meio de um monte de gente e pronto: você tem um happening instantâneo! Você pode fazer tanto com travesseiros quanto com poesia.

E deu gente? Oxe, se deu! Segundo a produção da Bienal, foram dezenas de pessoas. Já para a polícia militar, estima-se que foram treze mil. Bem, não importa quantas pessoas tinham naquele mói de doido, o que acontece é que foi um verdadeiro orgasmo poético – a sexta-feira-nada-santa continuou rendendo frutos!

Só pra constar: eu soube através de meus contatos obscuros no submundo da literatura de Recife que esse atentado foi idealizado pelo grupo litero-terrorista Urros Masculinos – se sair na imprensa que o ETA ou a Al-Qaeda assumiu esse ato, você já sabe que é papo-furado desses amadores!

BIENALDO é escritor, estenógrafo e ex-guerrilheiro.

  • out
  • 10
  • 2009

Foi bom ou não foi?

Categorias: Blog do Bienaldo

Encerrada essa sexta-feira, ninguém vai poder dizer que fingiu coisa nenhuma! Dos “belos e malditos” da literatura brasileira até O anatomista de Federico Andahazi, hoje a Bienal do Livro mostrou porque sexo e literatura combinam tão bem…

O destaque, porém vai para o argentino Andahazi, que levou um papo sobre sexo e os tabus que envolvem o assunto. Como ele mesmo disse, a censura existe desde que a literatura existe, e ela pode proibir qualquer coisa: “só não pode proibir o desejo”.

A recomendação de leitura de hoje, claro, é para seu livro O anatomista. Vai dar uma espiada na história do Matteo Colombo, o descobridor do clitóris! Rapaz, se um Colombo fez essa descoberta, quer dizer que o clitóris é a América do corpo? Se for assim, nem quero saber onde fica a Ásia…

Mais uma recomendação, caso você curta menos sacanagem e mais política (a diferença é muito muito sutil): vá ler Elza, a garota: a história da jove comunista que o partido matou, de Sérgio Rodrigues, um romance-reportagem sobre a perturbadora e verídica história de Elvira “Elza” Fernandes, militante comunista de 16 anos que, após o fiasco da Intentona Comunista de 1932 foi sumariamente executada sob a acusação errônea de traição, ordem inclusive sumariamente dada por Luís Carlos Prestes. História tão escabrosa que tanto a esquerda quanto a direita varreram pra debaixo do tapete. E, agora que o Sérgio Rodrigues botou a sujeira e a história real na rua, aproveita e vai conhecer sua própria história, rapá!

BIENALDO é escritor e revolucionário do amor, beibe…

  • out
  • 09
  • 2009

Heloísa Arcoverde recomenda

Categorias: Blog do Bienaldo

Mais uma dica quente de programação da Bienal. Heloísa Arcoverde mandando o recado!

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