- jul
- 06
- 2009
Jornal fala sobre bônus para professores na Bienal do Livro de Pernambuco
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O Diario de Pernambuco publicou, em sua ediçao de 05 de julho, uma matéria sobre a questão da leitura no sistema educacional brasileiro. Um dos pontos tratados pela matéria foi o bônus que os professores da rede estadual de ensino de Pernambuco receberão para adquirir material didático na VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Confira a matéria abaixo:
Sistema educacional faz ponte com temas atuais
Uma das chaves para se entender a polêmica do recolhimento de obras nas escolas públicas do Sul e Sudeste do país é o movimento de reaproximação entre o sistema educacional e a produção literária contemporânea. Na tentativa desenvolver o hábito da leitura nos alunos, o poder público tem procurado renovar o acervo de livros nas escolas para equiparar as temáticas das obras com os interesses dos jovens.
“Depois dos anos 1970, houve um movimento para atualizar a diversidade cultural nas escolas. Hoje a a gente tem um acervo variado, preocupado em mostrar questões particulares do Nordeste”, explica Carmem Lúcia, gerente de Biblioteca Escolar do Recife. “Todos os temas de hoje são muito bem tratados pela literatura infantil”, completa ela.
Uma opinião que também ecoa na escolha do Governo estadual. “Nossa seleção é baseada nas necessidades das escolas, porque as leituras ampliam a discussão dos livros didáticos. Questões sobre diversidade racial e de gênero, que estão mais no paradidáticos”, observa Aida Monteiro,secretária executiva de Desenvolvimento de Educação.
Além da adequação de assuntos, o incentivo à leitura também precisa ser feito por meio de atividades escolares. “Estamos usando muito a poesia nesse processo, através de concursos feitos para os estudantes da rede e de oficinas de criação. Eles têm mostrado uma sensibilidade muito grande para a poesia de cordel”, aponta Carmem Lúcia.
Na instância estadual, o Governo tem investido na renovação da biblioteca dos professores e, em consequência, na qualidade das aulas. “Na Bienal vamos distribuir bônus de R$ 200 a 30 mil professores para aquisição de material didático. Faz parte de um projeto de qualificação dos mestres, que poderão se atualizar”, adianta Aida Monteiro.
Apesar da abertura para novas obras, a gestora defende que haja um processo seletivo rigoroso para a adoção de livros. “Os princípios precisam ser respeitados. Não aceitamos nenhum livro que tenha preconceito racial, de gênero ou homofóbico. Já recebemos livros para analisar que pareciam interessantes, mas traziam imagens com preconceitos seríssimos”, relata Aida Monteiro.
Uma das soluções apontadas para controlar o caso seria a criação de selos indicativos para as obras, indicando a faixa etária de leitura. “O selo cria instâncias e faz recomendações de idade. Essas comissões são importantes para você não ficar refém das editoras”, avalia Carmem Lúcia.
