Em sua 7º edição, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que traz como tema Literatura do início ao fim, terá como homenageado o escritor Raimundo Carrero, considerado um dos grandes nomes da literatura pernambucana. Nascido em Salgueiro, jornalista e professor, Carrero integra a Academia Pernambucana de Letras (APL) e é autor de romances premiados como o Prêmio Jabuti 2000, com o título As Sombrias Ruínas da Alma.
Raimundo Carrero nasceu em 1947 em Salgueiro, no sertão central pernambucano, fixando-se a partir da adolescência no Recife. Formou-se em jornalismo no ano de 1969. Como jornalista, trabalhou no rádio, na televisão e no jornal Diário de Pernambuco durante 25 anos, exercendo cargos como os de editor nacional e crítico literário. Também trabalhou na assessoria de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi ainda presidente da Fundarpe de 1995 a 1998.
Seu primeiro livro, A História de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão com prefácio do amigo e também escritor consagrado Ariano Suassuna, teve ótima repercussão mesmo fora de Pernambuco. Carrero combateu por muito tempo o rótulo de regionalista que normalmente os escritores nordestinos costumam receber, embora sua obra não tenha nenhum traço do gênero.
Carrero acabou se transformando em um escritor popular em Pernambuco. Integrou o Conselho Municipal de Cultura do Recife e o Movimento de Cultura Popular, durante oito anos. Pelo romance Somos Pedras que se Consomem (1995) ganhou os prêmios Machado de Assis e APCA.
Recebeu o Jabuti pelo livro de contos com o livro As Sombrias Ruínas da Alma (1999). Em 2003 lançou um novo romance, Ao Redor do Escorpião… Uma Tarântula?. O autor ficou conhecido pelos jovens por ter seus livros como indicações de leitura para os vestibulares locais. Atualmente, o jornalista e escritor promove concorridas oficinas literárias.