Aos escritores
por Rogério Robalinho
O búlgaro Elias Canetti, ele mesmo um autor consagrado, Prêmio Nobel de Literatura em 1981, disse que se escreve para ser diferente, e que as pessoas só amam o poeta porque ele esbanja o tempo. Esbanjadores e originais, os escritores precisam ser reverenciados quando ocorrem grandes eventos de congregação à literatura, como a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que chega este ano à oitava edição.
Em 2011 dedicamos a Bienal a dois ilustres representantes da veia criativa que se encontra em Pernambuco. Mauro Mota, no centenário de nascimento, será homenageado pela obra que lhe valeu um lugar na Academia Brasileira de Letras e o Prêmio Jabuti de Poesia. Desde a abertura, em 23 de setembro, a Bienal lembrará os seus versos, numa singela homenagem que vem se somar às realizadas no seu centenário, mantendo viva a presença de Mauro Mota na cultura brasileira.
Ao seu lado, um dos mais importantes autores nacionais da atualidade também receberá merecido destaque como homenageado: Ronaldo Correia de Brito, cearense de nascença e pernambucano de coração, vindo morar aqui aos 17 anos de idade. Foi vencedor do prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura, em 2009, com o romance “Galiléia”. Irrequieto criador igualmente bem-sucedido na literatura infantil, no teatro e no cinema, Ronaldo Correia de Brito caiu nas graças do povo com “O Baile do Menino Deus”, um dos mais encenados autos de Natal do nosso teatro.
Para que um evento do porte da Bienal alcance a dimensão que tomou, atraindo mais de 600 mil visitantes, e apurando R$ 30 milhões, como aconteceu na edição passada, é necessário que haja leitores apaixonados. E os leitores só existem em virtude dos escritores que os cativam, dos quais se tornam fãs. Apesar de toda a espetacularização da mídia, do aparente domínio da imagem sobre a palavra, o escritor ainda é um profissional respeitado e admirado, artista da palavra que é, capaz de sintetizar visões de mundo e provocar a sensibilidade das pessoas com uma longa novela, um pequeno conto, um verso ou uma simples frase.
É por esse motivo que a Bienal do Livro é feita para os amantes do mágico objeto literário, mas não pode deixar de render tributo aos verdadeiros responsáveis pela paixão da literatura compartilhada. Aos escritores, a todos eles, através de Ronaldo Correia de Brito e da memória de Mauro Mota, dedicamos mais uma Bienal, que logo se aproxima, sendo por tantos esperada, já consolidada no calendário cultural de Pernambuco e do Nordeste.
Rogério Robalinho é produtor cultural.
O búlgaro Elias Canetti, ele mesmo um autor consagrado, Prêmio Nobel de Literatura em 1981, disse que se escreve para ser diferente, e que as pessoas só amam o poeta porque ele esbanja o tempo. Esbanjadores e originais, os escritores precisam ser reverenciados quando ocorrem grandes eventos de congregação à Literatura, como a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que chega este ano à oitava edição.

Mauro Mota
Em 2011 dedicamos a Bienal a dois ilustres representantes da veia criativa que se encontra em Pernambuco. Mauro Mota, no centenário de nascimento, será homenageado pela obra que lhe valeu um lugar na Academia Brasileira de Letras e o Prêmio Jabuti de Poesia. Desde a abertura, em 23 de setembro, a Bienal lembrará os seus versos, numa singela homenagem que vem se somar às realizadas no seu centenário, mantendo viva a presença de Mauro Mota na cultura brasileira.

Ronaldo Correia de Brito
Ao seu lado, um dos mais importantes autores nacionais da atualidade também receberá merecido destaque como homenageado: Ronaldo Correia de Brito, cearense de nascença e pernambucano de coração, vindo morar aqui aos 17 anos de idade. Foi vencedor do prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura, em 2009, com o romance “Galiléia”. Irrequieto criador igualmente bem-sucedido na literatura infantil, no teatro e no cinema, Ronaldo Correia de Brito caiu nas graças do povo com “O Baile do Menino Deus”, um dos mais encenados autos de Natal do nosso teatro.
Para que um evento do porte da Bienal alcance a dimensão que tomou, atraindo mais de 600 mil visitantes, e apurando R$ 30 milhões, como aconteceu na edição passada, é necessário que haja leitores apaixonados. E os leitores só existem em virtude dos escritores que os cativam, dos quais se tornam fãs. Apesar de toda a espetacularização da mídia, do aparente domínio da imagem sobre a palavra, o escritor ainda é um profissional respeitado e admirado, artista da palavra que é, capaz de sintetizar visões de mundo e provocar a sensibilidade das pessoas com uma longa novela, um pequeno conto, um verso ou uma simples frase.
É por esse motivo que a Bienal do Livro é feita para os amantes do mágico objeto literário, mas não pode deixar de render tributo aos verdadeiros responsáveis pela paixão da literatura compartilhada. Aos escritores, a todos eles, através de Ronaldo Correia de Brito e da memória de Mauro Mota, dedicamos mais uma Bienal, que logo se aproxima, sendo por tantos esperada, já consolidada no calendário cultural de Pernambuco e do Nordeste.
* Rogério Robalinho é produtor cultural.
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