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BLOG DO BIENALDO

  • out
  • 01
  • 2011

Um dos maiores neurocientistas do mundo chega na Bienal

Categorias: Blog do Bienaldo

Rogério Robalinho, realizador da Bienal e Miguel Nicolelis, momentos antes de sua palestra

Considerado recentemente um dos brasileiros mais influentes do mundo e reconhecido internacionalmente como um praticante de uma ciência revolucionária, o neurocientista e pós-doutor, Miguel Nicolelis, esteve na VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco para falar sobre seu livro “Muito Além do Nosso Eu”, lançado este ano, pela Companhia das Letras.

No auditório Beberibe, no Centro de Convenções, Nicolelis falou sobre as experiências que desenvolve no laboratório na Universidade Duke, nos Estados Unidos, e sobre a primeira cidade da ciência, instalada na periferia de Macaíba, no Rio Grande do Norte. Com artigos publicados nas revistas mais respeitadas sobre o tema, no mundo inteiro, Nicolelis, acredita, acima de tudo, no poder da Ciência como agente transformador de uma sociedade, principalmente, a brasileira.

Entre as suas descobertas, está a de libertar o cérebro dos limites físicos do corpo. A experiência, feita com primatas, foi a de controlar um braço robótico apenas com ondas elétricas do cérebro. “O cérebro não é um agente passivo que decodifica e sim um simulador da realidade. Ele esculpe uma visão de corpo a ponto de que qualquer elemento pode ser incluído ao modelo corpóreo”, afirma o cientista.

Tudo aquilo, segundo Nicolelis, que se usa para expandir a dimensão do corpo, para o cérebro, faz parte de nós. O processo foi feito com a macaca Aurora, nos Estados Unidos, e levou cerca de um mês. Outra experiência foi a de fazer um robô, no Japão, andar sobre os impulsos elétricos de uma macaca, vindos dos Estados Unidos.

Com estas duas experiências, o neurocientista alargou o conceito do Eu e ainda trabalha com a hipótese de quadriplégicos – aqueles que não têm nenhuma sensação tátil abaixo do pescoço, devido a lesões gravíssimas na medula – conseguirem adquirir qualquer tipo de movimento devido à incorporação, por parte do cérebro, daquele objeto que se encontra em sua frente. “O Eu não termina na última camada epitelial do corpo, mas no último átomo da ferramenta que o cerca”, conclui.

Em 2003, o neurocientista mandou uma carta ao então presidente Lula para tentar implantar um projeto que tivesse a Ciência como um meio de transformação social. Feito o acordo, Nicolelis foi até Macaíba, a periferia do Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro, para fundar o Instituto Internacional de Neurociência de Natal. Macaíba era conhecida pelos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil e os jovens estudantes não tinham qualquer esperança de um futuro de sucesso, quiçá duradouro.

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  • out
  • 01
  • 2011

Cinema e Literatura com Luci Alcântara

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A professora, atriz e diretora de cinema, Luci Alcântara, veio ao Café Cultural da Fafire para debater sobre a relação cinema e literatura, em sua obra. Luci está prestes a lançar seu novo filme: “Geração 65: Aquela Coisa Toda.” Neste filme, ela irá tratar de sua primeira experiência com a literatura do citado ano.

Luci disse que sua relação cinematográfica com a literatura é indissolúvel, pois são duas paixões que ocupam um espaço representativo na sua vida. Ela não pretende deixar sua linha de trabalho. Diz Luci: “Para mim, cinema é mostrar o que estou sentindo. Não é se submeter às vontades do mercado.”

  • out
  • 01
  • 2011

O que faz uma Bienal do Livro

Categorias: Blog do Bienaldo, Releases

 

Artigo de Rogério Robalinho
Coordenador Geral da Bienal do Livro de Pernambuco 

Um evento que chega ao final de sua oitava edição, numa evolução gratificante, com a repetição do êxito conquistado pela Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, não se constrói da noite para o dia, e tão pouco com voluntarismos e disputas menores. Temos que trazer de volta o verdadeiro espírito responsável pela consolidação da Bienal do Livro no calendário cultural do Estado e do Nordeste, e o reconhecimento como a terceira maior feira literária do Brasil. Neste instante em que o jogo de cena dos detratores pretende tomar conta do palco, é importante realçar alguns aspectos sem os quais este empreendimento não teria obtido o sucesso que, hoje, é objeto da cobiça de atores que nada contribuíram para a sua delicada construção.

No âmbito do desenvolvimento econômico acelerado que se observa em Pernambuco, a Bienal do Livro se insere como evento estratégico para a disseminação de duas políticas convergentes: a de estímulo à formação de leitores, inclusive dentro do universo de professores das redes estaduais e municipais de ensino; e a de propagação dos valores da economia criativa, fundamentada no princípio básico do conhecimento como pilar do desenvolvimento sustentável.

Foi necessária mais de uma década de cuidadosa e trabalhosa articulação, para que a proposta da Cia de Eventos para a Bienal do Livro fosse apreendida pelo mercado e pela sociedade, com o apoio decisivo dos agentes públicos, ao longo deste caminho. Somente assim tornou-se possível saltar de um evento de pequeno porte, com poucos expositores e reduzido público visitante, para o grandioso encontro cultural desta oitava edição – cujos números, em projeções iniciais, deve se aproximar das 600 mil pessoas e dos R$ 30 milhões em negócios gerados na sétima edição, de 2009.

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  • out
  • 01
  • 2011

COMUNICADO À SOCIEDADE PERNAMBUCANA

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Absolutamente felizes com os excelentes resultados alcançados com a realização de mais essa edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, congratulamo-nos com todos os parceiros, professores, alunos, expositores, escritores, apoiadores, patrocinadores e a toda sociedade pernambucana do interior e da capital, que engrandeceu o evento com a sua presença maciça.

Hoje, já próximos do encerramento desta nobre e vitoriosa empreitada de aproximação do público com o universo do conhecimento, proporcionado pelos livros, a CIA DE EVENTOS vem esclarecer:

A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, realizada há cinco edições e quase dez anos pela Cia de Eventos, é uma iniciativa privada que tem como objetivos a divulgação, disseminação e estímulo da leitura e da literatura, em sintonia com as políticas públicas vigentes em âmbito nacional e o interesse maior do povo pernambucano, que se encanta e se envolve mais com o universo do livro a cada edição.

Ao longo desta década, após a determinação, o trabalho e a dedicação de muitos, a Bienal se consolidou no calendário cultural do Nordeste e do Brasil, e hoje é considerada a terceira maior do País, atrás somente de suas congêneres em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Vale a pena recordar esta história. Em 1997, a I Feira Internacional do Livro de Pernambuco foi idealizada por Evaldo Costa, então presidente da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), e atual secretário de imprensa do governo estadual, depois de conversa com o editor José Cortez, cuja biografia é finalista deste ano do Prêmio Jabuti.

A I Feira ocorreu em uma área de cerca de 2 mil metros quadrados, reunindo um  público reduzido. Em março de 2001, a Cia de Eventos foi convidada para assumir a Feira. O caminho seria a formação de aliança entre o setor público e a iniciativa privada.

Na época, o então presidente da Associação dos Distribuidores e Editores do Nordeste (Adene – atual Andelivros), dizia que o empreendimento não viria a existir, e se houvesse, seria um vexame. A feira não somente foi feita, como foi um verdadeiro sucesso.

Em 2003, o evento se expandiu, e se transformou na IV Bienal do Livro, tendo início a política de distribuição de bônus pelo governo estadual aos professores da rede pública de ensino, graças à articulação da Cia de Eventos. A ADENE ficou responsável por gerenciar os créditos distribuídos pelo poder público, sendo esta a sua ÚNICA função em todo o processo de planejamento, articulação e execução da Bienal.

A CIA DE EVENTOS nunca obteve nenhum valor e/ou percentual financeiro resultante destas articulações, e nem o quer, por entender que a nossa missão é de atuar no intuito de captar parceiros e recursos para viabilizar um empreendimento dessa envergadura.

Em 2005, a Bienal, contou com um público de 350 mil visitantes, continuou recebendo críticas da ADENE, cujos membros, donos de distribuidoras e editoras de livros, nunca deixaram de participar e lucrar com o evento.

Em 2007, a entrada de diversas prefeituras deu novo fôlego à Bienal, que atingiu 550 mil visitantes. Em 2009, a Bienal do Livro de Pernambuco obtinha, em sua sétima edição, números que impressionaram o País: foram 600 mil pessoas em onze dias de evento, com a movimentação de mais de R$ 30 milhões, 260 estandes, mais de 600 editoras e uma rica programação de debates, com escritores, livreiros e editores de vários cantos do mundo.

Em 2011, ao testemunhar o enorme sucesso da Bienal, consensualmente um case de produção cultural em Pernambuco, a Andelivros tem utilizado de todas as formas para embotar e desprestigiar o evento que conquistou os pernambucanos, e se reveste de cada vez maior importância para o Estado. Pelo exposto, queremos externar nossa indignação com a postura desta entidade, cuja disposição travestida de democratização do acesso, na polêmica da cobrança de ingressos – prática usual em grandes eventos em outros estados e em Pernambuco – em nada colabora para o esforço conjunto que resultou no carinho crescente demonstrado pelo público.

Vale lembrar que os valores de R$ 4 e de R$ 2, instituídos este ano para proporcionar as melhorias que o público merece, não estão sendo cobrados aos professores e alunos da rede pública, turmas de escolas privadas agendadas, idosos com mais de 65 anos, e imprensa credenciada.

Destacamos ainda que diante da dimensão alcançada pela Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, os recursos dos patrocínios articulados ficaram insuficientes para a qualidade de um evento deste porte, de forma que a CIA DE EVENTOS procurou a alternativa da cobrança de ingressos, com o intuito de ampliar o conforto do público e a qualidade dos serviços prestados. Reiteramos o compromisso da Cia de Eventos com a real democratização de acesso ao conhecimento promovido pela Bienal do Livro, ao tempo em que informamos que iremos recorrer até a última instância pelo restabelecimento do direito justo e da verdade dos fatos.

Rogério Robalinho
Coordenador Geral da Bienal do Livro de Pernambuco

A todos que aí estão
Atravancando meu caminho
Vocês passarão, eu passarinho
.”
Mario Quintana.

(Uma homenagem da VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco ao poeta gaúcho e sua grande reflexão sobre a vida)

 

 

  • out
  • 01
  • 2011

Bienal investe na acessibilidade de pessoas com deficiência

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A VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, realizada pela Cia de Eventos, além de trabalhar com literatura e cidadania, com o princípios e ações de sustentabilidade (ver ações do GIRO aqui e aqui), também pensou na acessibilidade a pessoas com deficiência física.

“Está bem legal. Dá para entrar e sair, sem problemas. Os toaletes também estão nos padrões. As pessoas estão preocupadas com uma boa acolhida”, comenta o cadeirante Iremar de Moraes.

Os diversos espaços do Centro de Convenções estão com rampas para a ida e vinda de cadeirantes e algumas palestras contam com a tradução em libras.

  • out
  • 01
  • 2011

As Paredes Tem Ouvidos… (VI)

Categorias: Blog do Bienaldo

“Nós, os pobres, somos desconfiados… Assim o decretou a Natureza. Já o havia observado e sentido, anteriormente. O pobre é suscetível; encara o mundo de outra maneira, olha a cada transeunte de soslaio, com receio, e colhe no ar a menor palavra… Estarão falando dêle? Será que comentam em voz baixa seu deplorável aspecto? Indagarão, acaso, o que ele faz agora? Quem sabe perguntarão também como é que se arranja, como sai da entaladela? Todos nós sabemos, Várinka, que um homem pobre é pior que um trapo e que, digam o que disserem, não pode merecer a consideração de ninguém. Por mais que escrevam esses literatozinhos por aí, um pobre será sempre um pobre, com todas as suas consequências. E por que há de ser eternamente assim? Apenas porque, em um homem pobre, tudo, por assim dizer, deve estar com o lado avesso para fora; ele nada pode guardar no íntimo, orgulho, por exemplo, nem outro sentimento análogo, pois ninguém o tolera.”
Fiódor Dostoiévski, Gente Pobre.

  • out
  • 01
  • 2011

GIRO – Gestão Integrada de Resíduos Orgânicos na Bienal

Categorias: Blog do Bienaldo

Mais de 4 toneladas de resíduos sólidos até o dia 30 e 800 quilos de orgânicos encaminhados para compostagem.

GIRO (gestão Integrada de Resíduos) – O lixo que está sendo produzido na na Bienal diariamente é coletado para ser reciclado e compostado na parceria entre a Cia de Eventos e o Ecocentro Bicho do Mato na Bienaldo Livro.

É a ação de Rogério Robalinho e Thomas Enlazador, priorizando a inovação e a responsabilidade socioambiental da terceira maior feira de livros do Brasil.

Articulação das ações: Executora do projeto Casa – Projetos Sustentáveis, Parceria com ARO – Associação dos Recicladores de Olinda e gestão da compostagem Ecocentro Bicho do Mato. Patrocinador Oficial – Semas – Secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Confiram algumas fotos das ações do GIRO aqui na Bienal:

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  • out
  • 01
  • 2011

Bienaldo Visita: Estande do Detran/PE

Categorias: Blog do Bienaldo

Com um estande voltado para a educação no trânsito, o Detran/PE pretende (in)formar os futuros motoristas. Com uma pedagogia voltada para a educação lúdica das crianças, envolvendo brincadeiras, jogos e muita informação, o Detran promove a cidadania.

Vale lembrar que no trânsito também há linguagem.

Bienaldo é escritor, blogueiro e a favor de um trânsito menos caótico.

  • out
  • 01
  • 2011

Tapacurá estourou!

Categorias: Destaques, Eventos

E quem nunca ouviu essa frase? Trinta e seis anos depois do boato e do pânico de 1975, o fantasma da destruição da cidade por uma enchente catastrófica despertou do sótão do imaginário coletivo e voltou a assombrar o Recife.

Na tarde inesquecível da quinta-feira, 5 de maio de 2011, a rotina da cidade foi abalada pelos rumores de que uma grande inundação estava a caminho. Escolas, universidades, repartições, escritórios e lojas fecharam suas portas, as ruas coalharam-se de automóveis imóveis e hordas de pedestres apressados. O sentimento de medo voltou a generalizar-se.

A diferença entre os dois eventos está na entrada em cena de novos meios de comunicação interpessoal: telefones celulares e redes sociais da internet, onde o nome Tapacurá alcançou rapidamente a lista de trending tropics (palavras mais citadas no meio virtual).

O livro Tapacurá – Viagem ao Planeta dos Boatos, de Homero Fonseca, será lançado neste sábado (01/10/11), às 17 horas, no estande da Cepe na Bienal do Livro de Pernambuco.

  • set
  • 30
  • 2011

Eucanaã Ferraz e a poesia: essa “estranha conhecida”

Categorias: Blog do Bienaldo

Na tarde desta quinta-feira, Eucanaã Ferraz falou sobre sua relação com a Poesia, e sobre seu trabalho como Professor. Carioca, Eucanaã é Poeta e Professor de Literatura na UFRJ.

Eucanaã é autor de “Desassombro”, obra vencedora do prêmio Alphonsus de Guimaraens da Fundação Biblioteca Nacional. Durante a palestra, Eucanaã leu alguns de seus poemas que constam do livro Rua do Mundo.

Eu procuro beleza. Quando eu leio, eu acho lindo, e o lindo não precisa ser ‘agradável’ “, disse o poeta durante a mesa “Poesia, essa estranha conhecida”, ao lado de Wellington de Mello e Arthur de Ataíde.

Contrariando tradicionalismos e outros parnasianismos, Eucanaã afirmou que “A poesia está não só nos grandes temas, nas palavras eruditas…, mas tb em um papel amassado no chão“, revelando uma visão sintonizada não apenas com as sutilezas do cotidiano, mas também com os elementos mais simples da existência.

A palestra foi transmitida ao vivo através do Facebook da Bienal, e para quem não pode acompanhar ao vivo, a palestra está gravada no vídeo logo abaixo:

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DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor