- set
- 25
- 2011
Rogério Pereira fala sobre formação de leitores e liberdade de leitura
Categorias: Autores, Blog do Bienaldo, programação

“ E por que publicar em tempos de penúria?” foi o tema do encontro de Rogério Pereira e Alexandre Severo, no Café Cultural.
O editor do jornal Rascunho, jornalista, diretor da rede de bibliotecas públicas do Paraná e escritor, Rogério Pereira, comentou sobre sua trajetória literária e sobre a profissionalização do mercado das editorias, que, hoje, estendeu o acesso aos livros para a classe C.
Segundo o editor, atualmente discute-se muito mais a forma de encontrar leitores do que a publicação em si. “ Nosso trabalho é o de trazer os leitores, tentar formar os mediadores de leitura”, diz Rogério.
Outro ponto discutido foram os jovens leitores e a importância de uma cadeia eficiente para fazer do adolescente um adulto que consuma livros de qualidade. “ A escola não deve selecionar os livros que o aluno tem que ler durante o ano letivo, precisa identificar as necessidades e dar liberdade ao leitor para utilizar sua curiosidade da melhor forma possível. O leitor precisa estar pronto para o livro”, afirma o escritor.
“É muito mais importante, na escola, ler a literatura contemporânea do que os clássicos porque ele [ o aluno] descobre a leitura dele, do seu tempo e, quando for ler os clássicos, irá aproveitar muito mais por ser um leitor equipado”, finaliza o jornalista.

"Costumo dizer que o livro é a solidão mais bem acompanhada.”
Quando questionado sobre livros eletrônicos, Rogério diz que os mesmos não são a “salvação” da literatura porque é preciso ter uma bagagem literária anterior que desperte a possibilidade de se aventurar nas versões eletrônicas, mas que acredita que uma grande vantagem da invenção é a possibilidade de um maior acesso às grandes obras.
“O mundo é anti- literário. O tempo inteiro estamos combatendo a solidão – material necessário para a escrita literária – e o silêncio. Costumo dizer que o livro é a solidão mais bem acompanhada.”, diz.




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