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Histórias

  • out
  • 12
  • 2009

A sintaxe

Categorias: Histórias

História de Renato Alves

Ontem acordei com um pesadelo
objetivo indireto
O objeto foi direto quando busquei a semântica da agente da passiva do meu sonho
Era um adjunto irrelevante
Me levantei, surpresa…
analisei um sujeito indeterminado na minha locução adverbial de lugar
Queria que o sujeito fosse paciente, mas ele me subordinou
com um vocativo
Tentei ficar coordenado,
todavia me desloquei em um período indeterminado,
quando justinhamente
um transitivo entrou direto na minha cabeça.
Foi o complemento verbal da minha vida.

Como pode a vida acabar
e a sintaxe não?

  • out
  • 12
  • 2009

Influenzá

Categorias: Histórias

História de Henrique Bandeira

Bado barbado bradou
Carlo calado criou
Dinho danado dançou
(…)
Zezim zangado zorrou
Coitado do A, gripou!

  • out
  • 12
  • 2009

Dor intrínseca

Categorias: Histórias

História de Nani Silva

Esperei todos sairem para chorar no tom mais agudo que eu tinha. Me esvair em lágrimas esperando fazer passar a dor imensurável que meu coração sentia.

  • out
  • 11
  • 2009

Sonho

Categorias: Histórias

História de Sandra Arruda

O meu sonho é assim,
nem tão grande, nem tão pequeno
O meu sonho é colorido
Sonho com ele todo o dia

No meu sonho tudo é possível
Não há limites, nem tristezas,
Nele podemos até voar
Basta sonhar

O meu sonho é sonhável
É amável, desejável.
Não quer deixar de sonhar esse sonho
Eu tenho que sonhar esse sonho

O sonho meu, o sonho teu
O sonho da liberdade, do amor.
O sonho que devo sonhar
O sonho que queres sonhar

  • out
  • 11
  • 2009

Reflexão

Categorias: Histórias

História de Nilda Albuquerque

Sinto que a noite me olha,
e surssura lenta para mim,
são assovios de vento.

Sinto tímidas estrelas
que a noite encerra,
como pequeninos olhos.

Sei que ela guarda-se para mim,
não sei se como revelação
ou se como esconderijo.

  • out
  • 11
  • 2009

Palavras perdidas

Categorias: Histórias

História de Guedes

O papel
A caneta
E a saudade

Tentando te decifrar
Te guardar
Manter
Em qualquer outro lugar
Evadido da minha memória

Algumas linhas
E este rabisco
Foi o que restou
De um tempo
Onde entre eu e você
Apenas o desejo

Sem testemunhas
No relento da noite
Acolhedora e serena
Repousei minh’alma

Nos teus braços
Adormeci
Sonhei
Te amei
Não acordei

Recolhi
O pouco que sobrou
Cristalizei
A lembrança de um tempo bom

Fiz
Do teu sorriso a moldura
De você minha eterna pintura

Inacabável
Inalterável
Empoeirada.

  • out
  • 11
  • 2009

Solidão

Categorias: Histórias

História de João André

Só eu vivo
Uma lona vida
De alva incerteza e solidão

De minha vida o melhor abeberaram
Sou hoje apenas o corpo
Pois a alma a muito se foi

Desoladamente vivo
Esperando meu último suspiro
Qando o anjo da morte abater-se sobre mim
Libertar-me-ei desta solidão.

  • out
  • 11
  • 2009

A Paz

Categorias: Histórias

História de Sandra Arruda

Eu quero dize-te tanta coisa
Eu quero que devolva a minha paz
Quando disse adeus levaste contigo o meu riso
Que já não era lindo

De noite eu sonho contigo
Nem ali consigo ter paz; Fecho os olhos.
E quero falar, mas não consigo.
Minha alma grita você não escuta

Oh, paz, paz, paz.
Onde anda a minha paz
Nunca tive e nunca terei,
Esperança agora eu sei

Devolva a minha paz,
escuta a minha alma.
Feche os seus olhos,
Eu quero sorrir.

  • out
  • 11
  • 2009

A Vida Gosta de quem Gosta Dela

Categorias: Histórias

História de Sandra Arruda

A vida da gente tem cor
A vida é da gente
A vida parece do jeito da gente
A vida gosta de quem gosta dela

Não pense que sabe da vida
A vida que sabe da gente
Cuidando dela como se fosse da gente
A vida gosta da gente

Não tente enganar a vida
A vida tem olhos ela é gente
Se a vida fica triste
A vida fica doente

Agora se queres ser feliz
Cuida da vida que a vida cuida da gente
A vida é uma criança
Boba, doce e inteligente

  • out
  • 11
  • 2009

Uma vida encontrada

Categorias: Histórias

História de Eneida Simas

Depois de muitos anos sem percepção do seu eu, de sua imagem, por falta de respeito próprio ou por inercia, ela reencontrou a sua fugidia vida ao dobrar uma esquina e deixar que a chuva que caia naquele momento a molhasse e a levasse para o abrigo de braços e sorrisos abertos que a fez despertar e saber que era importante e necessária para a existência terrena…Salve o amor como tal.!

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