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Histórias

  • set
  • 12
  • 2011

Alma de Poeta

Categorias: Histórias

Poema enviado por Cleiton F. Vieira
do Blog Diário de Sonhos

Alma de poeta,
Sempre inquieta,
Prestes a versar,

Linhas contidas,
Com lágrimas sentidas,
Dê mim teu lenço para enxugá-las!

Ah! Se minha tu fosses,
Oh! Doce criatura,
Minha alma farta de amargura,
Acreditaria na sorte,
No vento rumo ao norte.

Ah! Se minha tu fosses,
Aceitaria as regras do destino,
Que faz um homem ser como um menino,
Amar sem nada pedir!

Por isto a minha alma de poeta,
Por natureza tão inquieta,
Te chama, chora e espera,
O momento certo para te abraçar,
Um amor eterno te entregar,
Pois é chagada a hora, devo partir!

Tal qual uma corsa,
A suspirar pelas águas,
Por ti suspiras também minha alma!
Que pede, implora por uma trégua,
Que passe a dor deste amor,
E arranque a angustia deste meu coração sofredor!

  • set
  • 10
  • 2011

A pessoa só se prejudica

Categorias: Blog do Bienaldo, Histórias

Crônica enviada por Diego Oliver

 

Estava chovendo muito e eram sete da manhã. Eu estava apressado, terminando de arrumar minhas coisas, pois iria pegar uma carona dali a cinco minutos com uma vizinha.

Consegui ficar pronto às 07h04 e saí correndo e me molhando todo, pois não tive tempo nem de abrir o guarda-chuva. Quando abro o portão da minha casa, eu vejo minha carona já no fim da rua, virando a esquina. Logo pensei: “A pessoa só se prejudica!”.

Finalmente fechei o portão, tirei o guarda-chuva da bolsa e o abri, caminhando lentamente para não me estressar, rumo à BR para pegar o ônibus a fim de chegar à Universidade. Quinze minutos depois, cheguei à BR. A parada de ônibus estava lotada. Os ônibus passavam e, já lotados, não paravam. Logo pensei: “A pessoa só se prejudica!”.

Leia o texto completo

  • set
  • 09
  • 2011

Vida de Educador

Categorias: Histórias

Poema enviado por Valdomiro Selva

 

Nos dias atuais, ser educador
É coisa de arrepiar

Além de educar e lecionar
Corre de um lado pro outro
pra poder as contas pagar
Anda de cara pra cima
preocupado com o desempenho escolar
Pensando! aonde fui me enfiar

A marmita leva dentro da mochila
sem tempo de se alimentar

Vive comendo besteira que acha no
meio da feira
pro mode a barriga remediar

É pressão alta
É estresse
que vive a lhe rodear

Corre pra escola
Corre pra ensinar

A comunidade manda seus filhos
pra escola…
Alguns chegam e estudam
Alguns chegam pra aperriar
Botam apelido: nos colegas,nos professores…
O professor! finge que não escuta
Conta um pouco da sua vida
Dar uma bronca na turma

Pede pra continuar,pois precisa a ensinar-lhe a ser gente educada,coerente e futuros profissionais.

  • set
  • 09
  • 2011

Na ponta do lápis

Categorias: Histórias

Poema enviado por Rodrigo da Costa

Não percebes como me feres?
como me cortam as tuas palavras?
É como lamina afiada,
navalha em carne tuas palavras.

Sádica poesia escreve,
palavras escritas com sangue,
não se apagam com o tempo;
nem se desfazem com lagrimas.

Não há tradução fiel;
nem verbo que se conjugue;
é a minha vida que escreves;
revelas meu preterito,
destrois o meu presente,
Brincas com meu futuro.

E o que sobra de minha vida?
Não se contentas com meu sofrimento
E roubas as virgulas, os pontos
e não deixas rimas.

Podes tingir minha pele
com sua escrita de palavras tortas,
podes usar cada gota de meu sangue;
mas nunca irás tingir meus sonhos;
pois dela só eu sou dono!

(Poesia publicada no blog de poesias e contos: www.sem-medo-de-pensar.blogspot.com em 10 de Julho de 2011)

  • set
  • 09
  • 2011

O Causo do Demo

Categorias: Blog do Bienaldo, Histórias

Conto enviado por Mário Santos

O mito é o nada que é tudo

Fernando Pessoa.

Era noite de sexta-feira treze, todo mundo sabe o que significa isso. Significa tudo e nada ao mesmo tempo. No interior, é noite maldita, como eles dizem “mardiçoada!”, no Recife poderíamos dizer que, por ser sexta-feira, é mais uma noite de consolação pra quem trabalha feito um louco durante a semana, dia da “madeira” como se diz, isto é, noite de se divertir, beber, “encher a cara!”, ou seja, tudo de bom.

Quanto ao ser treze a data, não há muito que se dizer disso, afinal de contas, o capitalismo ainda não inventou nada para vender em especial nesse dia. Simplório o capitalismo. Mas no interior, a data é coisa séria. Lá pras bandas de Umarí ou São Vicente, costumam ocorrer muitos quiproquós numa noite como esta. Para piorar as coisas ainda mais, a lua estava tão cheia e amarela…

Leia o texto completo

  • set
  • 08
  • 2011

Lembrei de um lugar onde nos sentiríamos num deserto

Categorias: Histórias

Conto enviado por Bruno Fernandes Alves

 

Uma das coisas que mais gosto no meu trabalho é a cara que a pessoa faz quando descobre o que vai acontecer com ela. Quando isso acontece, pelo menos o começo do meu dia está salvo. Dá para perceber a despedida surgindo, a incredulidade dando lugar à resignação, o grande vazio da perda se formando. Na maioria  das vezes é assim; claro que de vez em quando há desespero, tentativas de agressão e de fuga. Nem pisco nesses casos. Vou direto ao assunto e pronto.

Gosto mais dos que se resignam, batem um papo como se para ganhar um tempo, para tentar entender. Como agora. Os olhos castanhos claros parece que me fitam a uma eternidade; o lábio inferior treme suavemente; as lágrimas que começam a surgir nos olhos encontram o sol e criam aquele brilho estrelado, como nos filmes…só faltou aquele barulhinho…. “plim”! Apesar de não-dito, o “porquê?” é palpável.

Ele me pergunta se pode fazer um pedido. Claro que eu digo que sim. Me pede para que aconteça num local discreto, longe de todos. Então eu lembrei de um lugar onde nos sentiríamos num deserto. Ele agradeceu. O silêncio tomou conta da nossa partida.

Caminhamos devagar – mais um de seus pedidos, pois queria observar pela última vez a vida. De vez em quando, parava repentinamente. Eu seguia o seu olhar e lá estava: um baobá, imponente, sábio e velho. “Nunca tinha percebido como ele é bonito…”, sussurou. Outro olhar, outro lado. Um prédio antigo, estilo clássico, pintado com cores alegres por um desses projetos de revitalização urbana. “Veja só…agora não acho esse prédio tão museu assim…”, disse, um breve sorriso surgindo, para depois desaparecer.

Foi assim toda a caminhada.

Chegamos, sentamos lado a lado, mudos por alguns instantes.

É nessa hora que chegam os clichês: tanto ainda por fazer, se não tivesse dito aquilo à ela, se pudesse voltar no tempo…aí vem aquele olhar suplicando uma nova chance. Nem pisco. Minha distância incomoda, não digo nada, não mudo minha expressão, não sorrio, não choro. Apenas olho.

Quando começa o crepúsculo, vem o silêncio final. Sem estardalhaços, limpo, objetivo.

Pronto. Mas uma missão cumprida. Agora, tenho que ir, ainda há mais uma pessoa para hoje, segundo a informação que chega no meu smartphone.

Espero que venha mais uma cara engraçada para fechar o dia com chave de ouro.

  • set
  • 08
  • 2011

Poeminha Lírico

Categorias: Histórias

Poema enviado por Fernando Farias

Amanheceu e a lua ainda no céu.
Gotas de orvalho
Nas pétalas róseas
Refletem os primeiros raios de sol.

Há uma brisa de paz
A energia do amor
As flores sorriem
Para um lindo arco-íris.

No lago perene
Brinca um beija flor
Abanando as asinhas
Fazendo ondinhas
Na lamina de água

O beija flor,
Como um Narciso,
Ver sua imagem refletida
E brinca.
Vendo suas cores cintilantes
Vendo seus olhos e seu bico
Vendo os dentes das piranhas
Que saltam, agarram os pezinhos
Puxam o beija flor para o fundo
Escuro do lago.

Atacam os olhos,
Arrancam os olhos,
Rasgam o papo do pobre animal,
Que sacode o que resta das asinhas
Que sangra
Esperneia
E morre
Todo mordido
Fudido
Nas águas do Capibaribe
Do Recife que fede
Cheio de merda.

  • set
  • 03
  • 2011

Nordeste, história, resistência e luta

Categorias: Histórias

poema enviado por Claudivan Lopes de Souza

Companheiros prestem atenção,
Na história que eu vou contar.
Nela narro à resistência,
De povos que ao lutar,
Combateram as injustiças,
Perdendo até suas vidas,
Sem nunca se entregar.

Pra começar minha história,
De Palmares vou falar.
Onde Zumbi e seus guerreiros,
Tiveram que enfrentar,
Um verdadeiro exército,
A crueldade de Jorge Velho,
Pra escravidão não voltar!

De canudos me refiro,
Em minha história a seguir.
Onde os pobres resolveram,
Ao Conselheiro seguir.
E defenderam este arraial
Combatendo todo mal,
Sem medo de sucumbir.

Ainda falo do Nordeste,
Lugar de seca e exploração.
Onde por justiça os cabras,
Do rei do Cangaço Lampião.
Lutaram até morrer,
Desafiando o poder,
Dos coronéis do sertão!

E a história continua,
Com o povo a se organizar.
Lutando por seus direitos,
Para a vida melhorar.
Com garra força e união,
Resistindo a opressão,
Sem nunca desanimar!

  • set
  • 03
  • 2011

Sublime

Categorias: Histórias

Poema enviado por Andrew D’Accorsi

 

Sublime, assim como as lágrimas tornam-se vinho
Como o chão é varrido pelas memórias
Como os anjos se entristecem
No sereno da noite

Eu vejo as pétalas murcharem
E as raízes rastejam no vaso
Os ponteiros caindo atrasados
O vidro refletindo tudo isso
E um pouco mais
Eu vejo o céu tão límpido como a água
E sinto o ar escapando dos pulmões abafados pelas mágoas

Sublime, a chuva cai
Para me abraçar junto com a escuridão
E percebo, os olhares frígidos
De quem não esteve aqui
Pelo ralo a água leva
As lembranças que nunca existiram

Sublime, a chuva para
Calma antes da tempestade
E o arco-íris notívago
Atravessado pela luz agora
Reflete-se no meu prisma obscuro

Eu vejo as pétalas murcharem
E as raízes rastejam no vaso
Os ponteiros caindo atrasados
O vidro refletindo tudo isso
E um pouco mais
Eu vejo o céu tão límpido como a água
E sinto o ar escapando dos pulmões abafados pelas mágoas

Eu devo me apressar
Para fechar as portas de baixo
A lua canta para mim a agonia
Enquanto as teias das aranhas
Dão-me imagens silenciosas de horror

Milagres são farseiros
Assim como a esperança
Realmente só deixa a esperar

Eu vejo as pétalas murcharem
E as raízes rastejam no vaso
Os ponteiros caindo atrasados
O vidro refletindo tudo isso
E um pouco mais
Eu vejo o céu tão límpido como a água
E sinto o ar escapando dos pulmões abafados pelas mágoas

  • set
  • 03
  • 2011

Maria

Categorias: Blog do Bienaldo, Histórias

Conto enviado por Mabel Amorim

 

- Qual o seu nome?
- Maria.
- Maria de quê?
- Maria, só Maria.

Até isso a sorte lhe negara. Nascer só Maria, sem mais nada a lhe acompanhar. Poderia ter vindo das Graças, quem sabe lhe abençoasse, ou ainda de Fátima, das Neves, da Anunciação, até Maria José ela aceitaria de bom grado, apesar de não gostar da ideia de nome de Homem junto com nome de mulher. Só não queria Maria das Dores, porque se tinha algo demais na sua vida eram dores, de todo tipo e intensidade.

Desde que se lembrava que era gente, embora às vezes chegasse a duvidar que fosse mesmo, ela conhecia algum tipo de dor.

Dor da perda do pai, quando, há dez anos, ele partiu para trabalhar na capital e morreu atropelado na rua em frente à rodoviária, no mesmo dia em que desembarcou por lá. Ia talvez com a cabeça cheia de sonhos e não percebeu o carro que se aproximou velozmente e o arrebatou de seus pensamentos quando ele atravessava a rua em passos lentos, o olhar perdido em planos do que compraria com o parco salário que iria receber.

 

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DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor