- out
- 10
- 2009
A crônica da vida moderna
Categorias: Histórias
História de Anderson Silva
Ao amanhecer em que a normalidade flui e resplandece com o raiar do sol, agradecemos a Deus por permanecer em vida.
Com o despertar do dia, enfrentaremos nossa primeira batalha. Nessa em que já se transformou em um duelo Templário, onde não haverá vencedor e nem perdedor, mas sim há de fortificar e enfraquecer ambas as partes, pois esse duelo não haverá fim enquanto vida.
Então nos debruçamos com o recital caótico e enfático do modernismo, nele regido por um maestro perfeito e cruel, onde rege seus músicos que soam seus graves e agudos, compondo a mais doce sinfonia infernista dos homens e para incrementar o show, os efeitos luminosos nos causa desespero, aliado as primeiras e segundas, sincronizando um espetáculo atormentador. Uns mártires a ser enfrentado com cautela e muita parcimônia.
O cotidiano exala pelos poros, ditando o compasso e à fluência da vida. A periódica fuga da vida pessoal para profissional que também está inserida sua dose cavalar da problemática mundana, que extrapola os limites entre o arterial e venoso. Depois de encharcar a roupa sentimos mais aliviado com o término do ciclo diário e voltamos ao seio da vida familiar. O inimigo não satisfeito com a primeira batalha volta a soar sua sinfonia de maneira mais energética, como num último suspiro de vida, só que agora tem um aliado forte que luta a seu lado que se chama cansaço. Por natureza humana o individuo busca forças onde não existe, e enfim conquista mais uma gloria.
Então cai sobre si a calmaria tão desejada e merecida, sentindo-se o melhor e maior dos guerreiros por tudo vivenciado. Repousando seu corpo e mente em seu leito o guerreiro restabelece suas forças. Com o calar da noite a paz enfim brota no individuo, mas a espreita está o pior de todos vilões; o mais cruel, impiedoso e sorrateiro. No qual se utiliza de artifícios surreais poderosos, onde o vilão se oculta deixando o guerreiro travar uma batalha psicodélica, em que o limiar da loucura tenta tomar posse do seu mundo real. Muitos não sobrevivem a esse periodismo, mas quem remanesce a batalha, a luta nunca termina. Como se tudo fosse um “pago conta”* pela inserção do modernismo humano.

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