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BLOG DO BIENALDO

  • out
  • 05
  • 2011

Mais de 600 mil pessoas passaram pela 8ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

Categorias: Blog do Bienaldo, Releases

do NE10

De acordo com o balanço quantitativo da Oitava Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, elaborado pela produtora responsável, a Cia de Eventos, 603 mil pessoas já passaram pela feira até esse sábado (01), penúltimo dia do evento.


Segundo o sócio-diretor da Cia, Rogério Robalinho, o projeto recebeu 645 escolas, entre públicas e privadas, 9 projetos voltados para sustentabilidade, 29 projetos sociais e 5 de atendimento à adolescência e jovens.

Os visitantes puderam conferir os produtos literários de 208 expositores, distribuídos em 361 estandes, em uma área de 25 mil metros quadrados.

Esta edição foi organizada com oito espaços de conteúdo: Os auditórios Beberibe, Brum e Ribeira; Círculo das Ideias e o Círculo das Letras; a Plataforma de Lançamentos, o Café Cultural e o Lá no Meu Sertão.

Para o fornecimento de serviços gerais, a feira contou com 25 empresas e mais de 150 pessoas contratadas para a execução do evento.


PRÓXIMA EDIÇÃO - A Feira mal acabou em 2011 e a organização já pensa na próxima edição. Em 2013, a Bienal continuará instalada no Centro de Convenções e acontecerá entre os dias 4 e 13 de outubro, contemplando assim o Dia das Crianças.

  • out
  • 01
  • 2011

O que faz uma Bienal do Livro

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Artigo de Rogério Robalinho
Coordenador Geral da Bienal do Livro de Pernambuco 

Um evento que chega ao final de sua oitava edição, numa evolução gratificante, com a repetição do êxito conquistado pela Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, não se constrói da noite para o dia, e tão pouco com voluntarismos e disputas menores. Temos que trazer de volta o verdadeiro espírito responsável pela consolidação da Bienal do Livro no calendário cultural do Estado e do Nordeste, e o reconhecimento como a terceira maior feira literária do Brasil. Neste instante em que o jogo de cena dos detratores pretende tomar conta do palco, é importante realçar alguns aspectos sem os quais este empreendimento não teria obtido o sucesso que, hoje, é objeto da cobiça de atores que nada contribuíram para a sua delicada construção.

No âmbito do desenvolvimento econômico acelerado que se observa em Pernambuco, a Bienal do Livro se insere como evento estratégico para a disseminação de duas políticas convergentes: a de estímulo à formação de leitores, inclusive dentro do universo de professores das redes estaduais e municipais de ensino; e a de propagação dos valores da economia criativa, fundamentada no princípio básico do conhecimento como pilar do desenvolvimento sustentável.

Foi necessária mais de uma década de cuidadosa e trabalhosa articulação, para que a proposta da Cia de Eventos para a Bienal do Livro fosse apreendida pelo mercado e pela sociedade, com o apoio decisivo dos agentes públicos, ao longo deste caminho. Somente assim tornou-se possível saltar de um evento de pequeno porte, com poucos expositores e reduzido público visitante, para o grandioso encontro cultural desta oitava edição – cujos números, em projeções iniciais, deve se aproximar das 600 mil pessoas e dos R$ 30 milhões em negócios gerados na sétima edição, de 2009.

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  • out
  • 01
  • 2011

Um dos maiores neurocientistas do mundo na Bienal

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Considerado recentemente um dos brasileiros mais influentes do mundo e reconhecido internacionalmente como um praticante de uma ciência revolucionária, o neurocientista e pós-doutor, Miguel Nicolelis, esteve na VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco para falar sobre seu livro “Muito Além do Nosso Eu”, lançado este ano, pela Companhia das Letras. No auditório Beberibe, no Centro de Convenções, Nicolelis falou sobre as experiências que desenvolve no laboratório na Universidade Duke, nos Estados Unidos, e sobre a primeira cidade da ciência, instalada na periferia de Macaíba, no Rio Grande do Norte. Com artigos publicados nas revistas mais respeitadas sobre o tema, no mundo inteiro, Nicolelis, acredita, acima de tudo, no poder da Ciência como agente transformador de uma sociedade, principalmente, a brasileira.

Entre as suas descobertas, está a de libertar o cérebro dos limites físicos do corpo. A experiência, feita com primatas, foi a de controlar um braço robótico apenas com ondas elétricas do cérebro. “O cérebro não é um agente passivo que decodifica e sim um simulador da realidade. Ele esculpe uma visão de corpo a ponto de que qualquer elemento pode ser incluído ao modelo corpóreo”, afirma o cientista. Tudo aquilo, segundo Nicolelis, que se usa para expandir a dimensão do corpo, para o cérebro, faz parte de nós. O processo foi feito com a macaca Aurora, nos Estados Unidos, e levou cerca de um mês.

Outra experiência foi a de fazer um robô, no Japão, andar sobre os impulsos elétricos do uma macaca, vindos dos Estados Unidos. Com estas duas experiências, o neurocientista alargou o conceito do Eu e ainda trabalha com a hipótese de quadriplégicos – aqueles que não têm nenhuma sensação tátil abaixo do pescoço, devido a lesões gravíssimas na medula – conseguirem adquirir qualquer tipo de movimento devido à incorporação, por parte do cérebro, daquele objeto que se encontra em sua frente. “O Eu não termina na última camada epitelial do corpo, mas no último átomo da ferramenta que o cerca”, conclui.

Em 2003, o neurocientista mandou uma carta ao então presidente Lula para tentar implantar um projeto que tivesse a Ciência como um meio de transformação social. Feito o acordo, Nicolelis foi até Macaíba, a periferia do Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro, para fundar o Instituto Internacional de Neurociência de Natal. Macaíba era conhecida pelos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil e os jovens estudantes não tinham qualquer esperança de um futuro de sucesso, quiçá duradouro. Com a chegada do Instituto, que tem o compromisso de não apenas “produzir papel e ganhar dinheiro produzindo mais papel”, como diz o cientista, mas também de transformar o conhecimento em agente de transformação local através de duas escolas científicas, para mil alunos, junto com projetos sociais para mulheres.

Nicolelis acredita que a educação de uma criança deve ser pensada desde o útero materno, o que diminuiu drasticamente a mortalidade infantil, com os exames de pré-natal que também são feitos no local. As aulas são práticas e 22 crianças já receberam uma bolsa para pesquisa. Outras três já estão trabalhando nos principais projetos científicos do país, entre eles, o biodiesel. Professores da rede pública de ensino também são ensinados, uma vez por mês, para acompanhar o desenvolvimento dos alunos. “ Eles saíram da indulgência e, hoje, acreditam que nada é impossível”, diz. “ É uma escola de cidadãos. É um casamento de Santos Dummont com Paulo Freire: ousadia e amor incondicional.”, finaliza.

Em Macaíra, estão sendo desenvolvidas todas as experiências citadas por Nicolelis junto com o Projeto Andar de Novo, onde diversos cientistas construirão uma veste robótica de corpo inteiro que serão controladas apenas pelas tempestades elétricas cerebrais de um quadriplégico, o que o possibilitará andar de novo. Para um futuro próximo, Nicolelis pretende expandir e criar o Instituto de Neurociência de Jundiaí, com 16 mil m2 de escola, quadra de esportes e reabilitação, parque neurotecnológico para criar a Cidade da Ciência. “A ideia é que, no Brasil, existam mais 16 Cidades da Ciência, com diferentes tópicos, principalmente nas regiões do Norte, Centro-Oeste e Nordeste”, afirma.

“ A Ciência é uma forma de democratizar a sociedade, uma forma de soberania nacional”, rechaça Nicolelis. A meta é que, na abertura da Copa do Mundo, em 2014, duas crianças quadriplégicas entrem capitaneando a seleção brasileira e deem o ponta pé inicial na bola. “Seria um gol da Ciência brasileira para toda a humanidade. Se foi um brasileiro que acreditou que o sonho impossível de voar era factível, então todos os sonhos serão realizados sobre a luz do Cruzeiro do Sul”, finaliza.

  • out
  • 01
  • 2011

Cida Pedrosa conversa com Wilson Freire, no Café Cultural

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m conversa com a poetiza Cida Pedrosa, no Café Cultural, o escritor Wilson Freire comentou sobre seu novo livro ” A mulher que queria ser Micheline Verunsky“. Desde cedo, Wilson escreve poesia e participou do Movimento dos Escritores Independentes de Pernambuco, pois queria, junto com a poetiza, levar para todo o estado o que era produzido por uma leva de estudantes universitários.

O livro traz uma mistura de diversas tendências tão bem desenvolvidas pelo autor que também é médico e cineasta. As diversas linguagens se misturam e dialogam com obras de outros artistas. ” Escutava histórias de mulheres do Cais e sempre guardava esses relatos. Dispertei quando conheci a escritora Micheline, na Balada Literária de São Paulo, e escutei um poeta uruguaio ler um texto dele, aí me veio a voz que eu precisava para a personagem.”, afirma Wilson.

O romance, segundo o escritor, foi escrito no período em que estava de licença médica, durante 21 dias, de uma vez só. ” Quem escreve é o personagem, eu apenas sirvo de guia”, conclui.

  • out
  • 01
  • 2011

Laboratório discute a relação da crítica, gastronomia e literatura

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A quarta edição do projeto Laboratório de Cultura e Crítica aconteceu na VIII Bienal Internacional do Livro, no Círculo das Ideias, no Centro de Convenções, em Olinda. O tema deste encontro foi “Crítica, gastronomia e literatura: isso se come?” e trouxe como convidados a antropóloga Fátima Quintas e o jornalista Bruno Albertim. A mediação ficou por conta da jornalista Flávia Gusmão. A conversa girou em torno de memórias e comida e como ela é capaz de identificar um povo.

“Cheiros e paladares são atávicos, guardamos para o resto da vida. O paladar é a última coisa que se internaliza em um homem.”, finaliza a antropóloga.

O jornalista e crítico gastronômico Bruno Albertim falou sobre sua limitação jornalística quando se trata de dar um olhar mais antropológico à comida e que uma receita é mais do que técnica. Ali, há uma “capacidade de vencer o mundo, de manter uma identidade, seja na literatura, no jornalismo ou na antropologia”, conta Bruno. Segundo o jornalista, o sucesso editorial dos cadernos de gastronomia se devem ao fato da comida transcender diversas fases da vida e alimentar identidade, a noção de pertencimento a um espaço. Bruno ainda reitera a grande tiragem dos livros de área gastronômica que são lançados em números superiores do que os outros livros devido ao público específico que já os procura nas livrarias.

Já Flávia Gusmão comentou sobre a importância de se ter o livro físico propagado nas culturas, uma vez que as receitas que lá se encontram não podem ser perdidas, ao longo da geração. De acordo com Flávia, a função do jornalista está em justamente ir atrás destes guardados que estão em posse de pessoas que entendiam que tais receitas eram uma forma de poder e compartilhar estes escritos com a sociedade mostrando a importância cultural dos mesmos. Já Bruno, acredita que a função do jornalista é “descobrir o que há de litúrgico e tradicional em coar um café”.

Fátima acredita que com a globalização, a comida regional irá ganhar uma “elegância a mais” e que a gastronomia só tem a ganhar. Em relação aos blogs, os jornalistas afirmam que é uma forma de democratizar a arte, ampliar os debates difundir o debate. No entanto, devido à internet ser um campo que não se tem muitas regras, é preciso ter cuidado ao escrever. “O jornalismo nos dá, ou deveria nos dá, uma noção ética. Temos que lembrar, ao escrever, que estamos lidando com empregos e empresas e tudo deve ser muito bem pensado porque pode se tratar de um erro que é puramente humano.”, afirma Flávia.

  • out
  • 01
  • 2011

Alunos da escola Mauro Mota contam a vida e obra do poeta, no Círculo das Ideias

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A Escola municipal Mauro Mota, de Jaboatão dos Guararapes, esteve presente no Círculo das Ideias, na VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, para falar sobre o tema “Mauro Mota Vivo”. Os alunos do ensino médio recitaram poesias, falaram sobre a biografia do poeta, suas obras, curiosidades e prêmios. Após um trabalho interno que teve início em abril deste ano, coordenado pelas professoras Alexandra Chagas e Antônia Ramos, diversos estudantes se engajaram em pesquisar a vida do escritor e trazer para seu cotidiano a necessidade da poesia.

“Elaboramos o projeto do centenário, desenvolvemos internamente com duas turmas. Eles não sabiam nada, não tinham contato com as obras de Mauro Mota. Através de pesquisas e leituras, eles foram descobrindo outro universo e apresentamos na escola. Selecionamos os melhores alunos e trouxemos o grupo para fazer a apresentação na Bienal.”, afirma Alexandra.

O aluno Dayvid Denner, de 15 anos, começou a escrever poesia em 2008 e foi descobrindo a obra de Mauro Mota que mergulhou, cada vez mais, no mundo literário. “Em abril, começamos a ensaiar as poesias e descobri que Mauro Mota é um poeta extremo.”, diz. “ Quando nasci, meu pai me abandonou e a poesia é uma forma de passar o que sinto”, conclui Dayvid. O menino já tem o nome do livro de poesias que pretende escrever: A vida em palavras.

 

A coordenadora da biblioteca, Dona Margarida, assistiu os meninos no palco e, ao final, os lembrou que “o Brasil deve ser feito de homens e livros”. Segundo ela, os alunos da escola Mauro mota são extremamente interessados e leem bastante. “ Eles são envolvidos demais com a poesia, sempre estão pesquisando, lendo livros difíceis.”, afirma. “ A biblioteca parece que tem mel”, conclui.

  • out
  • 01
  • 2011

“Ronaldo, vivo, é um escândalo”

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O Círculo das Ideias, da VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, recebeu o professores de literatura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Lourival Holanda e Luis Reis e o Cristhiano Aguiar para comentar sobre a obra de um dos homenageados da Bienal, Ronaldo Correia de Brito. Segundo Lourival, a obra de Ronaldo traz a ideia do que é ser nordestino em um mundo contemporâneo. Há um espaço de questionamento intenso e ele consegue caminhar por diversos gêneros literários. ”Ronaldo, vivo, é um escândalo”, afirma.

Luis Reis comentou sobre os textos teatrais de Ronaldo e disse que seu teatro revela o homem em uma amplitude grande e fala de uma cultura nordestina, sem explicitá-la porque a obra tem um alcance universal. “Entre as características de sua obra estão à coragem de se despojar e arriscar outras formas, diversas formas. O que é peça vira conto e vice-versa. Além disto, é um teatro que é político, mas não faz política ou politicagem”, conclui.

Em Galiléia, último romance do escritor, os professores afirmam que o livro dessacraliza a tradição e coloca a memória em movimento. “O Sertão é uma coisa mais larga que o concreto. Ele é internalizado no livro. O homem é apresentado como um nordestino sim, mas no mundo contemporâneo.”, diz Lourival.

  • out
  • 01
  • 2011

Homero e Ruffato conversam sobre personagens Invisíveis na literatura brasileira

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O escritor mineiro e jornalista Luiz Ruffato conversou com o escritor pernambucano e jornalista Homero Fonseca, no Círculo das Ideias, na VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, sobre os personagens que são invisíveis diante da literatura brasileira: os proletários. Segundo Ruffato, a literatura brasileira retrata, em todos os aspectos, a área rural, No mundo urbano, não há o trabalhador, só o bandido. “ Na década de 30, só tinha sindicalista e não proletário mesmo. Há uma total insensibilidade da literatura em relação ao trabalhador.”, diz.

 

Homero comentando sobre Ruffato afirma que ele trabalha com a matéria prima da literatura. “ Seus romances não tem linearidade. Há um trabalho de invenção onde os personagens são de carne e osso”, completa Homero. Em relação ao jornalismo, Ruffato afirma que foi fundamental a técnica que aprendeu ao longo dos quatro anos para entender sobre o que queria escrever.

 

“Anos fiquei tentando resolver meu problema: não escrever o romance burguês. Queria algo anti burguês, uma construção anti biográfica. Meus personagens não tem biografia porque as enchentes levam os documentos, não sobra nada. É a construção de um universo não linear, formado por fragmentos”, diz Ruffato.

Outro ponto que o escritor mineiro toca em relação a seus romances é a desconstrução do pobre. “ O pobre geralmente é negro, sujo e evangélico. Comecei a subverter isso nos meus romances. Os leitores não vão encontrar pessoas boazinhas e que falam errado”, finaliza Ruffato.


 

  • out
  • 01
  • 2011

Bienal investe na acessibilidade de pessoas com deficiência

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A VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, realizada pela Cia de Eventos, além de trabalhar com literatura e cidadania, com o viés da sustentabilidade, também pensou na acessibilidade a pessoas com deficiência física. Os diversos espaços do Centro de Convenções estão com rampas para a ida e vinda de cadeirantes e algumas palestras contam com a tradução em libras. “Está bem legal. Dá para entrar e sair, sem problemas. Os toaletes também estão nos padrões. As pessoas estão preocupadas com uma boa acolhida”, comenta o cadeirante Iremar de Moraes.

  • set
  • 30
  • 2011

As maiores surpresas nos menores livros

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A VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco ocorre no Centro de Convenções de Olinda desde o dia 23 de setembro, e vai até o próximo dia 02 de outubro. Na programação, tem chamado atenção a variedade de publicações expostas em estandes armados nos seus 20.000 m2, com atividades voltadas ao estímulo a leitura, lançamentos de livros e palestras de vários escritores.

Os mais de 300 mil leitores que até aqui já passaram pelos corredores da Bienal, têm destacado com satisfação e surpresa os estandes da editora peruana Los Libros Mas Pequeños del Mundo, que trouxe cerca de setenta títulos em miniatura, entre clássicos da literatura universal como o Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry, edições dA Bíblia, romances de Machado de Assis e a vida de diversos pintores. O mesmo acontece com a pernambucana editora Paés, que aposta na divulgação do patrimônio cultural do estado. Com seus Cines de Bolso (pequenos livros animados) tem arrancado sorrisos de crianças, jovens e adultos que passam pelo colorido estande, onde ainda se podem encontrar belíssimos livros de poesia, e publicações de artes visuais como o livro do artista plástico Wilton de Souza – Wellington Virgolino: O Cangaceiro das Flores.

Diante do exigente público visitante da Bienal, o balanço positivo nas vendas dos pequenos livros indica mais que a bem sucedida exposição e oferta dos produtos. Fica evidente que o Cine de Bolso e os Menores Livros do Mundo possuem um mercado com forte tendência a expansão. Apenas numa das noites da Bienal, produtores de um Festival de Cinema Infantil e representantes de duas outras importantes feiras relacionadas ao mercado editorial brasileiro procuraram contatar as editoras, a fim de que estejam presentes nas próximas edições dos seus empreendimentos, a ser realizados ainda este ano.

Em matéria de qualidade e excelência naquilo que se propõem a realizar, fica patente a sensação de dever cumprido notada diante dos dois arrojados exemplos. Tanto a editora peruana quanto a editora pernambucana demostraram na VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco que podem ter seus espaços definidos ao lado das grandes editoras do mercado.

E Editora Los Libros Mas Pequeños del Mundo pode ser contatada através da sua página na internet: http://www.minibooks.com.pe/ e a Editora Paés, através da: www.grupopaes.com.br

Serviço:
Os Cines de Bolso estão a venda por preço promocional de R$ 10 por título ou os 4 títulos por R$ 30.
No estande da editora Paés na Bienal do Livro, ao lado do Círculo das Ideias.
Infos: Rodrigo Sushi (9961 4978 / 9692 1700).

Os menores livros do mundo estão a venda no estande da editora por R$ 22.
No corredor 9 da Bienal.

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DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor