Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


BLOG DO BIENALDO

  • nov
  • 17
  • 2011

Siga o itinerário do bem estar

Categorias: Autores, Blog do Bienaldo

Médico Oscar Coutinho lança livro de dicas e memórias reunidas em quase 40 anos de viagens à Europa – em roteiros que destacam o bem que faz viajar em grupo, numa divertida celebração à amizade

“Viajar é ótimo – e melhor pela Europa!”
De Oscar Coutinho, pela Cepe Editora.
Lançamento na Livraria Jaqueira, no dia 22 de novembro (terça-feira), a partir das 16:00hs.

Todo turista sabe o valor de informações precisas e confiáveis a respeito do roteiro que vai seguir, e não despensa aquele guia de viagens da região a ser visitada na bagagem. Com a internet, a tarefa ficou mais fácil, e ao mesmo tempo mais perigosa, no instante em que o volume extenso de dados coletados pode levar a indicações conflituosas e gerar dúvidas, ao invés da segurança e da tranquilidade esperadas.

Com a experiência acumulada em quase quatro décadas de idas a diversos países na Europa, o médico Oscar Coutinho resolveu compartilhar em livro suas anotações pessoais, que recheiam velhas pastas e registram detalhes de cada passeio. E também as lembranças de impressões, das emoções vividas nos lugares por onde ele, a esposa e os amigos passaram.

Dono de “incomum capacidade diagnóstica” como clínico, na expressão do consultor de empresas Francisco Cunha, que assina a orelha do livro, Oscar Coutinho utiliza a mesma aptidão que norteia os tratamentos que prescreve à observação meticulosa do Velho Continente, cujas visitas frequentes resultaram em conhecimento extenso adquirido com muito prazer.

“Sempre soube do gosto de Oscar pelas viagens, seja pelos seus próprios relatos, seja por comentários de terceiros. Todavia, confesso que só depois que li o livro foi que me dei conta da intensidade desse gosto, na verdade a intensa paixão de uma vida”, escreve Francisco Cunha.

Paixão que não é nenhum segredo, sempre anunciada na convivência dos mais próximos ou nas conversas com os pacientes de tantos anos. “Oscar auxiliou muitos amigos e várias pessoas que o procuraram a montar roteiros adequados e perfeitos. Isso teria que ser escrito e divulgado. Assim surgiu o livro”, contam Leonor e Luciano Lima, amigos do autor, no prefácio da obra.

Para Leonor e Luciano, além das “receitas testadas e aprovadas” que dão orientações preciosas desde antes da partida, sobre roupas e remédios para levar, por exemplo, até os principais pontos turísticos e as especialidades dos restaurantes locais, “Viajar é ótimo” ainda é um estímulo ao imaginário dos leitores. “Muitos identificarão aqui sentimentos de saudade e um verdadeiro culto à amizade”.

É o próprio autor que confirma isso, depois de um trabalho de dois anos e meio exercitando a memória: “Escrevendo, fui aos poucos descobrindo que também escrevia para mim mesmo, sentindo um enorme prazer em recordar os bons momentos vividos, tantas lições aprendidas. Se este livro estimular o gosto de viajar, a alegria de descobrir coisas novas, seu objetivo já terá sido alcançado”.

“Toda viagem termina, mas sempre pode começar de novo”

“Viajar é ótimo” é dividido em três partes. Na primeira, “Preparando a viagem”, Oscar Coutinho começa explicando por que viajar, e por que a Europa, para então tratar de assuntos como a escolha do roteiro, os agentes de viagem, os objetivos, os meios de transporte, a hotelaria, a segurança, a bagagem e os remédios, a comida e a água, o dinheiro, os documentos e as compras.

Na segunda parte, “Dicas e sugestões”, uma extensa lista de lugares para a escolha do viajante. No percurso que rende várias viagens e certamente muitas histórias, a narrativa segue pela França, Itália, Portugal, Espanha, Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Rússia, Alemanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Suiça, República Tcheca, Hungria, Áustria, Sérvia, Croácia, Grécia e Turquia.

E na última parte do livro, “Viajando com Oscar”, o médico abre o baú das lembranças e deixa o leitor mais próximo, contando como foram as viagens, os roteiros cumpridos e até os nomes dos integrantes dos grupos. Desde o inverno de 1972, em que foram visitados oito países, até a primavera de 2011, em que percorreram seis países, há 15 viagens detalhadas, em passeios ora clássicos, ora inusitados.

Nas andanças relatadas com simplicidade e elegância, objetivo sem ser sisudo, Oscar Coutinho dá o testemunho que vem a ser uma bela receita de vida: cada jornada é um momento único, que permanece na recordação com a alegria de ter sido vivido.

TRECHOS 

“Sempre, em qualquer lugar ou situação, haverá algo que valha a pena ver, descobrir, bons momentos a serem aproveitados. Conhecer o mundo em que vivemos torna viajar um dos grandes prazeres de nossa existência”.

“Numa excursão, encare numa boa a disciplina do planejamento. Você faz parte de um grande grupo, aceite tudo com bom humor e tire o melhor proveito de ser tudo organizado e de você ficar despreocupado. Tire partido dos momentos livres para fazer aquilo que interessa e não está incluído no pacote”.

“Com informação você economiza dinheiro, sabendo escolher um hotel mais barato e bem situado, conhecendo aquele bistrô de baixo custo e comida ótima, os dias de feira na localidade, aquela rua charmosa e muito especial, e muitas coisas mais para facilitar sua viagem”.

“Quando o avião aterrissou, já era noite e, no nosso caminho, estava o Coliseu iluminado. Fomos dormir maravilhados com essa imagem”. (Roma, 1972)

“Praga é uma beleza, com as macieiras e pereiras floridas, a Praça da Cidade Velha, a Ponte Carlos, o Castelo de Praga. Nunca imaginei que fosse tão bonita. Lá fomos presos andando no bonde, pois pegamos esse transporte julgando pagar o bilhete a bordo. Desconhecíamos que os tíquetes deviam ser comprados em postos. Um fiscal nos deteve, cobrou uma multa extorsiva. Duda exaltou-se, recebemos voz de prisão, e houve um tumulto. A interferência dos passageiros e nossa evidente inocência nos salvaram”. (República Checa, 1980)

“A cidade é linda. Fizemos um passeio sensacional. Subimos o Monte Pilatus de teleférico, descemos de trem e voltamos de barco. Lá no alto estava frio. Comemos salsichas e tomamos cervejas entre grandes nuvens a passar. Lúcio comentou: “Gente, a nuvem é tão densa que molhou minha cabeça”. Quando passou a mão, viu que era cocô de um corvo que voava lá no alto”. (Lucerna, Suiça, 1991)

“Rumamos para Newcastle e lá pegamos o navio para a Noruega. No caminho, uma placa indicava Instituto Roslin, onde a famosa ovelha Dolly foi clonada, abrindo nova fronteira na genética. Percebendo a nossa agitação, Newton parou o carro e perguntou: “Querem visitar? Vocês não são médicos?” E não é que ele conseguiu a visita? Fomos, inclusive, recebidos por um dos pesquisadores, que nos explicou todas as etapas do processo”. (Inglaterra, 1996)

“Na vida do viajante, sempre há o inesperado. Desta vez, chamava-se Pont-Aven, muito agradável surpresa. Foi o vilarejo onde ficamos no primeiro dia na região. Só sabia que o pintor Paul Gauguin tinha morado lá, no século 19, levado uma surra e quebrado a perna. O vilarejo é lindo, com um pequeno rio, um casario simpático e ajardinado, muitos estúdios de pintores e um hotel mimoso.” (França, 2005)

_________________________

Contato para entrevistas e outras informações:

Fábio Lucas – 99132568
fabiolucas@uol.com.br 

 

 

 

Deixe um comentário

Para sua imagem aparecer ao lado de seu nome, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou.

Twitter



VÍDEO



NEWSLETTER

Newsletter
 

cforms contact form by delicious:days



DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor