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BLOG DO BIENALDO

  • out
  • 11
  • 2009

Quem não love Lucy?

Categorias: Blog do Bienaldo

Essa Bienal já teve de tudo um pouco. Sexo com os “belos e malditos” e Andahazi; álcool com Xico Sá e Miró; flashmob; inquisição espanhola; overdose de churros e livro sendo lançado pra tudo que é lado. E nesse domingo, vamos comemorar os trinta anos de poesia da druidesa-mor da literatura, Lucila Nogueira, na grande arena indoor do Palco das Ideias, onde a literatura é devorada pelos leões famintos da plateia. No bate-papo, teremos o escritor e showman Bruno Piffardini, organizador da Obra Reunida de Lucila, e os jornalistas JC Schneider Carpeggiani e Thiago Soares (esse sim, um nome dificílimo de se digitar). Lucila já me garantiu, através de telepatia, que o palco vai lançar a todos para além da quarta forma do delírio. Eu não duvido nem um pouco disso.

E, para não dizer que eu não falei das flores, Fernando Monteiro estará na Bienal em dose dupla: no auditório Carlos Pena Filho, às 18 horas, com a palestra “Viagem ao centro da literatura”, onde falará de literatura francesa, Júlio Verne e sua importância para a formação do escritor quando jovem, e logo depois, na Plataforma de Lançamento, ele vai lançar seu mais novo livro, o poema longo Vi uma foto de Anna Akhmátova.

Por último, mas não menos importante: às 19 e meia, no Auditório Carlos Pena Filho, Marcelino Freire dará o ar de sua graça num bate-papo com os inexoráveis Urros Masculinos. Calma, seu Walter, eles me garantiram não haverá estragos dessa vez!

BIENALDO é escritor e tem uma foto de Anna Akhmátova. Autografada. É sério.

  • out
  • 11
  • 2009

Macho que é macho vai pra Bienal, pô!

Categorias: Blog do Bienaldo

Não bastava o terrorismo cultural do grupo Urros Masculinos, o final da festa hoje ficou a cargo de um show à parte dos modos de macho do escritor Xico Sá. Já ouviu falar em “orador inflamado”? Pois é, mô filho, aqui o “palestrante” tava inflamável mesmo! Quem estava presente pode apreciar considerações que vão muito além da reles literatura – Xico Sá basicamente falou sobre a Vida, o Universo e todas as coisas. Do seu horror ao classemedismo da literatura, das convenções e das relações. Mas em meio a tudo isso, uma reflexão que ficará para mim ao longo de toda a minha vida:

“O único encontro que vale a pena é o da raparigagem desenfreada.”

Ao final, Xico Sá trouxe para junto da mesa o poeta Miró, com quem bateu algumas fotos das quais não se arrependerão depois de passada a carraspana, e o ator-poeta-multifunção Biagio Pecorelli, que já estava chamando a platéia inteira para mesa. Todo mundo se divertiu horrores com esse papo pra lá de Bagdá, exceto o Seu Walter do Cafezinho que ficou visivelmente transtornado com o estrago causado à sua mesa com copos de água e café sendo varridos por Miró por toda a mesa. Pois é, amiguinhos: café cultural de bebo não tem dono…

BIENALDO é escritor e ainda não atingiu a gradação alcoólica necessária para ser consideração da Geração 51 – uma boa ideia.

  • out
  • 11
  • 2009

Mas afinal, o que diabos é uma flashmob?!

Categorias: Blog do Bienaldo

Como dizia o outro, “meninos, eu vi!” E duvido muito que, se você estava Bienal do Livro de PE hoje, lá pelas quatro e meia da tarde, não tenha visto o mesmo que eu! De repente toca uma buzina alta e um monte de gente cai no chão. Tiroteio? Bombardeio aéreo? Osama apareceu e disse “aí, galera”? Nada, mô filho, é a tal da flashmob. Aliás, a primeira flashmob feita em uma Bienal na história da humanidade humana e intergaláctica!

Praticamente um atentado poético do qual nem Jomard Muniz de Brito sairia ileso: um monte de gente se atira ao chão, atravanca o caminho do povo bem no Ponto G (ôeee!) repetindo sem parar “no meio do caminho tira uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho” até um maluco descabelado e quase nu sair abanando uma bandeira com uma raposa raivosa estampada. É, isso é a tal da flashmob: jogue uma ideia absurda e quase conspiratória na net, deixe-a se espalhar feito um vírus no meio de um monte de gente e pronto: você tem um happening instantâneo! Você pode fazer tanto com travesseiros quanto com poesia.

E deu gente? Oxe, se deu! Segundo a produção da Bienal, foram dezenas de pessoas. Já para a polícia militar, estima-se que foram treze mil. Bem, não importa quantas pessoas tinham naquele mói de doido, o que acontece é que foi um verdadeiro orgasmo poético – a sexta-feira-nada-santa continuou rendendo frutos!

Só pra constar: eu soube através de meus contatos obscuros no submundo da literatura de Recife que esse atentado foi idealizado pelo grupo litero-terrorista Urros Masculinos – se sair na imprensa que o ETA ou a Al-Qaeda assumiu esse ato, você já sabe que é papo-furado desses amadores!

BIENALDO é escritor, estenógrafo e ex-guerrilheiro.

  • out
  • 10
  • 2009

Foi bom ou não foi?

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Encerrada essa sexta-feira, ninguém vai poder dizer que fingiu coisa nenhuma! Dos “belos e malditos” da literatura brasileira até O anatomista de Federico Andahazi, hoje a Bienal do Livro mostrou porque sexo e literatura combinam tão bem…

O destaque, porém vai para o argentino Andahazi, que levou um papo sobre sexo e os tabus que envolvem o assunto. Como ele mesmo disse, a censura existe desde que a literatura existe, e ela pode proibir qualquer coisa: “só não pode proibir o desejo”.

A recomendação de leitura de hoje, claro, é para seu livro O anatomista. Vai dar uma espiada na história do Matteo Colombo, o descobridor do clitóris! Rapaz, se um Colombo fez essa descoberta, quer dizer que o clitóris é a América do corpo? Se for assim, nem quero saber onde fica a Ásia…

Mais uma recomendação, caso você curta menos sacanagem e mais política (a diferença é muito muito sutil): vá ler Elza, a garota: a história da jove comunista que o partido matou, de Sérgio Rodrigues, um romance-reportagem sobre a perturbadora e verídica história de Elvira “Elza” Fernandes, militante comunista de 16 anos que, após o fiasco da Intentona Comunista de 1932 foi sumariamente executada sob a acusação errônea de traição, ordem inclusive sumariamente dada por Luís Carlos Prestes. História tão escabrosa que tanto a esquerda quanto a direita varreram pra debaixo do tapete. E, agora que o Sérgio Rodrigues botou a sujeira e a história real na rua, aproveita e vai conhecer sua própria história, rapá!

BIENALDO é escritor e revolucionário do amor, beibe…

  • out
  • 09
  • 2009

Sexta-feira safadinha!

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Hoje é sexta-feira, mas ninguém vai ficar nem de saco cheio e nem pra lá do meio da sua cabeça. Muito pelo contrário, a coisa vai ser muito sexy e caliente. No Auditório Carlos Pena Filho terá uma comunicação de Fátima Quintas chamada “Gilberto Freyre: sexo à moda patriarcal”, junto com Claudio Aguiar, que falará do “Gilberto Freyre, escritor”. Como se não bastasse, às nove da noite, o argentino Federico Andahazi vai falar sobre “Sexo e literatura”, com a presença de Cristiano Ramos. E, como se não continuasse bastando, no Palco das Ideias vai rolar um papo sobre os “Belos e Malditos”, onde Bruno Piffardini, Johnny Martins, Paula Dip, Renata Pimentel e Alexandre Furtado falarão sobre Roberto Piva, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu e Orides Fontela, só gente boa. E como se ainda não bastasse, até papo sobre o “erotismo em João Cabral” tem, com Janilto Andrade, no Café Cultural.

Só isso? Ih, tá por fora: tem também um papo sobre o “Galileia” de Ronaldo Correia de Brito, Sérgio Rodrigues com “Elza, a Garota”, Marginal Recife versus COOPERIFA, tem homenagem a João Alexandre Barbosa, tem Xico Sá, Marco Pólo e José Teles, tem oficina de Raimundo Carrero no Carlos Pena Filho, tem lançamento de “Cem poetas Sem Livros” e “Amor & Revolta”, do figuraça Roberto Macarrão.

Amanhã eu prometo que pergunto num post: “foi bom pra você?”

BIENALDO é escritor, é belo, é maldito, é o que há de mais moderno.

  • out
  • 08
  • 2009

Bienal Fashion

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Quem apareceu pela Bienal do Livro essa quarta-feira e aproveitou o dia do começo ao fim com certeza deve ter dado uma sacada no Auditório Carlos Pena Filho pra levar um papo descontraído com a Nina Lemos, jornalista e escritora que lançou o seu romance A ditadura da moda, além de manter com suas amigas o blog O2 neurônio e uma coluna na revista TPM. Interpelada (ôeee!) pela jornalista do Diário de Pernambuco Ivana Moura, Nina nos contou suas aventuras alucinantes pelo mundo da moda, através de suas coberturas das “fashion weeks” da vida e os mais fantásticos desfiles de moda. Destaque para a sua descrição do jornalismo mundial dividido por castas durante essas coberturas (a “imprensa internacional”, a “imprensa Rio-São Paulo” e a “imprensa intocável” que varre o chão do hotel cinco estrelas e cuja sombra não pode cruzar com a de um brâmane da Reuters) e a impressão bastante peculiar que a autora teve de que existe aqui em Pernambuco uma vivência e um interesse sobrepujantes pela política local e mundial. Deve ser porque hoje teve jogo do Sport.

Quer mais Nina Lemos? Te dou duas opções. A primeira é acessar o blog http://02neuronio.blog.uol.com.br/. A segunda é aparecer no Café Cultural, essa quinta-feira dia oito, para assistir o bate-papo “Quem tem medo de Mulheres Escritoras?”, com Maria Esther Macial, de Minas, Luzilá Gonçalves Ferreira, daqui de Pernambuco, e a própria Nina Lemos, que respondeu que “todo mundo, porque todo homem tem medo de mulher!” Olha, eu só sei que eu vou… essa eu não vou deixar barato! ;)

BIENALDO é escritor e já desfilou em muitas passarelas, ao lado de Toninho Cerezo e outros gênios das letras. E pela primeira vez num blog usou a palavra “interpelada” (ôeee!).

  • set
  • 30
  • 2009

Simbora pro Espaço Pedagógico, molecada!

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Essa dica é especial para os professores que querem proporcionar a seus alunos uma experiência extra-classe realmente produtiva e empolgante!

Você não agüenta mais a mesmice sonolenta das excursões do seu colégio? Treme só de lembrar do horror que é controlar a atenção dos seus pimpolhos durante três horas de uma atividade maçante que, sinceramente, nem você teria ido se seu contracheque tivesse escolha? Dar pipoca pros macacos do horto e vê-los puxando os cabelos da monitora já deixou de ter graça pra molecada – e pra você também? Ah, meu querido e minha querida, a Bienal do Livro de Pernambuco chegou na hora certa pra te salvar! E olha que é só de dois em dois anos, hein? Você tirou a sorte grande!

No “Espaço Pedagógico” da Bienal do Livro, as atividades rolam durante todos os dias dessa grande festa, de manhã até o finalzinho da tarde. O que você imaginar, vai rolar: dança – do regional ao balé clássico, muita música, teatro, fantoches, contação de histórias, recitais poéticos, oficinas as mais diversas, todas oferecidas por instituições de renome e muitas escolas. E o melhor: a cada dia são várias atividades diferentes, e de duração curtinha, curtinha. A molecada vai aproveitar muito, se divertir e aprender, e nem terão tempo ou motivo para procurar uma distração não-autorizada. É o fim do papel higiênico molhado, dos bilhetinhos mal-educados e do popular “tiaaaaa, olha o Fulaninho puxando meu cabelo de novo!!!”. É um presentão pelo qual vale a pena esperar dois anos, né não?

P.S.: Para a programação completa do Espaço Pedagógico, procure os folders da Bienal!

P.P.S.: Professor, não perca os debates da quinta-feira, dia oito, no palco das ideias, sobre o ensino do português no início do ensino fundamental, e o painel sobre contação de histórias. Também não perca a oficina de “Literatura de ficção para jovens”, de Paulo Caldas, dos dias oito a dez. Melhor: não perca um minuto sequer da Bienal!

BIENALDO é escritor, sempre foi bom aluno e nunca alimentou os animais.

  • set
  • 17
  • 2009

Me pergunte a boa que eu dou a melhor

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“E aí, Bienaldo, qual é a boa?”

A boa é a Juliana Paes, cara, mas a melhor com certeza é essa VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Tem alguma dúvida disso? Esse ano a farra vai ser livre pra todo mundo que quiser participar: conte a sua história, dê pitaco aqui no blog deste que vos fala, meta seu nariz onde Raimundo Carrero está te chamando, diga aí o que você anda lendo e espalhe pra todo mundo ouvir! A Bienal vai ser uma festa é tá todo mundo convidado!

Não dizem que em Recife todo mundo é poeta? Pois é, a Bienal levou isso ao pé da letra. Digo logo, o Centro de Convenções tem espaço pra Região Metropolitana inteira. Melhor que isso, só o Galo da Madrugada. Palavra de Bienaldo!

BIENALDO é escritor e tem centenas de poemas. Muitos deles dedicados a Juliana Paes.

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