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BLOG DO BIENALDO

  • ago
  • 18
  • 2011

Vamos aquecer os tamborins…

Categorias: Blog do Bienaldo

…Porque a Oitava Bienal do Livro de Pernambuco já está pra sair na avenida! Ufa, não parece que foi ontem? NÃO! Faz dois anos!!! Eu não sei vocês, mas eu sou muito ansioso. Tô louco pra ver a festa do livro começar de novo, e esse ano promete! Café Cultural, o Espaço Pedagógico, palestras e conversas com escritores daqui, do país e de fora, todos ao seu alcance, leitor, pra você ver e ouvir ao vivo! E livros, livros, MUITOS livros! De todos os tipos e gostos, pra quem já é fã antigo das palavras, e pra quem tá descobrindo agora! De 23 de setembro a 2 de outubro, o Centro de Convenções de Pernambuco vai fervilhar de livros e amantes de livros! Duvida? Saca só quem vai estar circulando por lá ao longo desses dias!

E isso é apenas o começo! A partir de agora, daqui até a abertura, o Bienaldo velho de guerra vai revelar mais convidados e atrações imperdíveis, detalhes da programação, dicas de leitura… enfim, vou entregar o esquema todo de mão beijada pra você se esbaldar na nossa festa! Favorite já o blog, adicione @bienal, add no Orkut e no Facebook, vire fã, se ligue no horizonte que pra contar as novidades eu mando até sinal de fumaça, na boa. E antes que eu me esqueça, se tiver dúvidas pra tirar e perguntas pra fazer, bote um comentário aí. Eu só não dou conselho sentimental de graça – mas se o assunto é Bienal, o Bienaldo é o canal!

BIENALDO é escritor, blogueiro, assombração literária e, como a última frase indica, rima que é uma desgraça.

  • ago
  • 18
  • 2011

Bienal cidadã

Categorias: Blog do Bienaldo, Novidades, programação, Releases

Evento chega à oitava edição com mais espaços para debates, e mergulha na relação entre o livro e a cidadania

1º Parte da matéria veiculada na Revista Algo Mais

Carlos Drummond de Andrade disse certa vez que o mais importante na literatura é a aproximação que ela estabelece entre os seres humanos, mesmo à distância, mesmo entre mortos e vivos. “Somos contemporâneos de Shakespeare e de Virgílio, somos amigos pessoais deles”, afirmou o poeta e cronista mineiro. Essa comunhão ganha contornos claros em eventos como a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que realiza a sua oitava edição entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro, no Centro de Convenções.

Recebendo um público apaixonado que superou a marca de 500 mil pessoas nas duas últimas edições, em 2007 e 2009, e movimentou R$ 30 milhões em negócios na mais recente, a Bienal pernambucana é considerada a terceira maior feira literária do País, atrás apenas daquelas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Para manter os números expressivos de visitação e atender à expectativa cada vez mais alta dos frequentadores, a Bienal este ano investe na ampliação dos espaços para debates e na modernização da gestão, que inclui até um manual de práticas sustentáveis para os expositores. “Temos o dever de amadurecer com o que aprendemos, e fazer a melhor Bienal para os pernambucanos”, afirma o organizador, Rogério Robalinho. “Desde a melhoria da montagem dos estandes até a redução dos níveis de ruído no pavilhão do Centro de Convenções, tudo está sendo pensado para que a cidade dos livros esteja pronta para receber leitores de todas as idades com conforto, e todos possam aproveitar as atrações da programação e circular com tranquilidade”, garante Robalinho.

Além dos 26 mil metros quadrados de estandes para os expositores, a Bienal contará com um ambiente externo para praça de alimentação, um palco e um espaço próprio para diversão e conversas com as crianças. Os auditórios Brum, Ribeira e Beberibe serão utilizados pela primeira vez para seminários, palestras e mesas-redondas. No pavilhão, continuam o Círculo das Ideias, a Plataforma de Lançamentos e o Café Cultural, tradicionais redutos de trocas entre os autores, os editores e o público, tendo como centro das atenções o livro.

E para mostrar o livro como objeto de reverência, os autores não podem deixar de ser reverenciados. Mantendo a escrita da Bienal, este ano serão homenageados dois deles. Mauro Mota, em homenagem póstuma que integra a celebração do seu centenário, e o cearense Ronaldo Correia de Brito, vencedor do Prêmio São Paulo em 2009, um dos nomes mais prestigiados da literatura brasileira contemporânea. O primeiro, autor das “Elegias”, falecido em 1984 e que foi da Academia Brasileira de Letras, terá a obra lembrada em diversos momentos durante a programação, através de palestras, performances e debates. Enquanto o autor de “Galiléia” e do “Baile do menino Deus” também terá sua obra visitada, participando de homenagens e recebendo o carinho do público.

Ambos serão destacados na solenidade de abertura, na sexta-feira, 23. Mais tarde, no mesmo dia, Ronaldo Correia de Brito será o entrevistado especial de Rogério Pereira no Paiol Literário, projeto do Jornal Rascunho, de Curitiba, inédito em Pernambuco.

Leia o texto completo

  • ago
  • 12
  • 2011

Entrevista com o poeta João Cabral

Categorias: Blog do Bienaldo

“A poesia é uma linguagem para a sensibilidade”

 

O Blog do Bienaldo traz pra vocês esta entrevista lendária concedida por João Cabral de Melo Neto em 1986.

UMA AULA DO POETA QUE COMBATIA A “EMOÇÃO FÁCIL” NA POESIA

João Cabral de Melo Neto abre fogo contra os poetas que só sabem provocar “saudade, melancolia e tristeza”! – Por que ele é inimigo da emoção fácil – O autor de ‘Morte e Vida Severina’ garante: “A popularidade é uma coisa terrível!” – Por que ficou traumatizado com a música – O Hino Nacional e o Hino de Pernambuco são as duas únicas músicas que ele consegue distinguir de ouvido! – Um julgamento rigoroso: “Morte e Vida Severina não me satisfaz…” As memórias do jogador de futebol: a diretoria do Santa Cruz foi pedir à mãe de João Cabral a liberação do passe do craque!

O titular da cadeira número 37 da Academia Brasileira de Letras é um caso único de jogador de futebol que deu certo como diplomata e se consagrou como poeta e, seguramente, o único acadêmico que pode ostentar glórias tão díspares – como a de ter sido campeão pelo Santa Cruz Futebol Clube e autor dos versos de um clássico da literatura brasileira, o poema “Morte e Vida Severina”. João Cabral de Melo Neto é um exemplo em carne e osso de que a força física do futebol pode conviver sem grandes traumas, em uma só pessoa, com um extremo apuro intelectual.

O jogador já se aposentou, é claro. Mas o poeta continua entregue a uma difícil, suada e elegante batalha com as palavras. João Cabral de Meio Neto (Recife, 06 de janeiro de 1920) é, acima de tudo, rigoroso com o que escreve. Trabalha as palavras com a precisão de um médico na mesa de cirurgia. Despreza as emoções fáceis. Não quer nem ouvir falar de poetas e escritores que não tenham “interesse intelectual’. E fala da própria obra com uma frieza que chocaria os não iniciados.

A longa carreira diplomática – com passagens pela Espanha, Inglaterra, França, Suíça, Paraguai, Senegal, Equador, Honduras e, finalmente, Portugal – deixou, no comportamento do poeta, traços de uma solenidade que ele mantém em qualquer situação. De férias, em casa, ele dá entrevista metido numa impecável camisa de manga comprida abotoada até a gola. Uma vez, na casa de um irmão, na praia, combinou com um repórter uma entrevista para as dez e meia da manhã. A circunstância de estar de férias de frente para o mar não lhe alterou o gosto de cumprir os horários com rigor. O repórter chegou vinte minutos depois da hora marcada. João Cabral não perdeu a chance: “Você chegou com uma pontualidade nada britânica… ” – foi a primeira saudação que ele pronunciou. Faz tempo que a cena ocorreu. Mas João Cabral não mudou.

Abatido por uma hemorragia gástrica que o obrigou a uma temporada num hospital no Rio de Janeiro e ainda profundamente tocado pela viuvez recente, o poeta não perde a elegância do diplomata nem o rigor do intelectual vigilante quando começa a falar diante do gravador ligado.

****

O fato de conviver com outros idiomas durante anos a fio, como é o caso do senhor, traz alguma dificuldade para o ato de escrever?

João Cabral: “É uma das desvantagens do escritor que é diplomata e vive no estrangeiro. É difícil viver vinte e quatro horas falando uma língua e escrever em outra. Quando Vinícius de Moraes era cônsul em Los Angeles, Gabriela Mistral era cônsul do Chile : ela disse ao Vinícius que ia voltar para o Chile porque estava perdendo o espanho. Veja só: ela encontrava dificuldades para escrever em espanhol vivendo em Los Angeles. É uma desvantagem que o diplomata tem. O diplomata de carreira – não o diplomata ocasional – ou pára de escrever ou tem uma obra pequena. O caso de Aloísio de Azevedo é típico. Depois que foi nomeado cônsul, não publicou mais nenhum romance!”.

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DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor