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Histórias

  • set
  • 17
  • 2009

Ponte eu sou

Categorias: Histórias

História de Maria do Amparo Pereira da Silva

Ponte que vai
Ponte que vem
Tempo que vou
Tempo que volto
Amor que vai
Amor que vem
Ilusão que começa
Ilusão que termina
Fogo que acende
Fogo que apaga
Água que chove
Água que molha
Terra que acolhe
Terra que recolhe
Lua que ilumina
Lua que contagia
Sol que brilha
Sol que ilumina
Sol que dissipa as trevas
Sol que vem de Deus
Sol que acaricia os seus
Universo que centraliza
Universo que descentraliza
Ponte do finito
Ponte do infinito
E que ponte eu sou?
Da ilusão? da piedade? da compaixão?
Da liberdade? da felicidade? da igualdade?
Da Caridade? da harmonia? da humildade?
Da Esperança? da lua? do sol? da luz?
Da eternidade? da Justiça? do Amor?
Ponte eu sou.

  • mai
  • 26
  • 2009

Belo

Categorias: Histórias

Texto enviado por Roberto Belo

Para Profª de Literatura
Alcione Pereira de Araújo e Amigos
Da Escola Senador Nilo de Souza Coelho
.

Sou poeta. Sou útil.
Sou homem de palavras.
Sou simples, estapafúrdio.

Não sou Manuel Bandeira. Não sou Drummond.
Não sou nenhum dos Andrades.
Também tenho nome: Liberdade.

Desde que nasci sou belo.
A poesia fez-me belo.
Quero continuar sendo belo.
Minha vida é bela, enquanto eu sou Belo.

  • mai
  • 26
  • 2009

Falha Nossa

Categorias: Histórias

Texto enviado por Mônica Serra Silveira

O que menos pode querer um repórter na hora de uma entrevista é perder a concentração, é se descontrolar, explodindo num choro ou numa gargalhada. Mas o fato é que ninguém está imune a isso. Não importa o tempo de experiência na profissão, a frieza ou segurança que tenha. Há sempre um momento em que a guarda fica baixa e a surpresa do acontecido faz aflorar emoções inesperadas.

Foi justamente isso o que aconteceu com Berenice. O chefe de reportagem a chamou, pediu que ela fizesse uma entrevista com um escritor, que se encontrava na sala de espera. Tratava-se de um homem de meia idade, cara simpática e semblante tranqüilo. Berenice ficou à vontade com ele, mesmo sem ter tido tempo de conversar antes, já que a equipe de externa já havia chegado. Tudo bem, afinal era só mais um livro. Nada que precisasse de uma grande preparação. Bastava apenas saber o básico. Berenice empunhou o microfone, que foi direcionado de forma inclinada a um palmo da boca do entrevistado.

- Do que trata o seu livro?

Com uma expressão compenetrada, o escritor respondeu.

- Trata-se de um crime ecológico…
- É mesmo, que crime?
- Uma mulher que matou uma jumenta por ciúme do marido, na noite de Natal.

Aquilo veio como uma torta na cara, um tombo no meio da rua. Berenice explodiu numa gargalhada a toda altura, em plena gravação. Por mais que tentasse não conseguia segurar o riso.

- Não ria. É sério. Um crime ecológico…

Berenice tentou se recompor, percebeu que o homem queria prosseguir com a entrevista. Enxugou as lágrimas risonhas e continuou.

- Certo, e como foi esse crime?
- Na noite de Natal ela deu falta do marido, foi ao estábulo e ele estava com a jumenta.

Berenice deu outra gargalhada. Olhou para a capa do livro e o título era exatamente esse, “A Mulher que matou o Marido com ciúmes da Jumenta”. Pela primeira vez ficou muda diante de um entrevistado, apenas segurou o microfone e aguardou que ele terminasse toda a história. Sabia que não conseguiria perguntar mais nada sem cair na risada. O homem terminou de falar. Ela agradeceu e ele se foi. Passado o ataque de riso, Berenice escreveu um texto bem humorado e entregou a matéria para a edição.
Mas sempre que comentava o caso para algum colega, voltava a rir, só de lembrar.

- Berenice, uma vez eu também cai na risada, no momento que estava gravando uma sonora.
- É mesmo, e como foi?
- Estava fazendo um povo fala. Era um daqueles dias em que ninguém parava para responder a enquete. Tentei com várias pessoas, mas receosas, elas diziam que estavam com pressa. Até que finalmente, um rapaz parou e perguntei se poderia responder a uma pergunta rápida. Acenou afirmativamente com a cabeça. Animadíssima, levei o microfone até ele e perguntei. Só que o rapaz era completamente fanho e nada do que ele falava dava para entender. Não deu para segurar, cai numa gargalhada. Foi uma situação muito constrangedora. O entrevistado perplexo, olhando para a equipe. Inventei uma desculpa e pedi para recomeçar. Felizmente, respirei fundo e consegui repeti a pergunta. Ouvi tudo com atenção. Claro que a resposta não foi aproveitada na matéria…
- A sorte é que não era ao vivo, né ?…
- Mas situações como estas já aconteceram ao vivo sim, em grandes redes de televisão. O importante é retomar as rédeas, levar o pensamento em outra direção, respirar, se concentrar e tentar se recompor. Agora se for uma entrevista com um humorista, podemos dar um risinho aqui outro ali, sem exageros. Não faz mal. Aliás, nesses casos é até bom interagir um pouco.
- É mas às vezes caímos em belas armadilhas…

  • mai
  • 26
  • 2009

Crônica de Murilo Gun

Categorias: Histórias

Texto enviado por Murilo Gun

Estou mudando de apartamento. Mais precisamente estou naquela fase de comprar os últimos detalhes e organizar o novo lar.

Resolvi então ir numa loja de decoração – daquelas bem chiques – para selecionar alguns itens. Revirei a loja por mais de 1 hora e não encontrei nada que me agradasse. Exceto uma lixeira.

Uma lixeira linda. Fashion, arrojada e, ao mesmo tempo, elegante. Apesar do preço salgado, não hesitei em comprá-la.

No mesmo dia, fui instalar a lixeira no meu novo quarto. Sentei na cadeira, abri um iogurte de morango e fiquei apreciando a minha mais nova aquisição.

No meio deste momento de puro êxtase, deparei-me com uma grande indagação: será que eu devo colocar o papel do iorgute na minha nova lixeira?

Porque ela é uma lixeira diferenciada. Não posso depositar qualquer tipo de lixo. E é uma lixeira cujo design não comporta aqueles sacos plásticos internos. Resolvi então deixar o papel do iogurte na mesa e depois coloquei na lixeira da cozinha.

Daí em diante tive que tomar algumas decisões importantes. Era necessário definir quais tipo de lixos eu iria colocar na minha lixeira. E quais seriam os critérios para determinar se um lixo merecia ou não ir para minha lixeira nova.

Decidi que cada lixo, antes de ser colocado na lixeira, teria que passar por um criterioso processo de seleção. De uma forma geral, só poderiam entrar papéis. E não amassados. Resolvi, inclusive, que seria feita uma análise do conteúdo dos papéis. Afinal, não quero qualquer bobagem escrita na minha lixeira pós-moderna.

Com essa seleção do lixo, surgiu o problema de onde encaminhar os resíduos que não passassem pelo processo de seleção. Fui no mercado da esquina e comprei uma lixeira bem simples e deixei escondida no armário. Portanto, os lixos reprovados vão para o armário. Trancados. No escuro.

É com muito orgulho que eu posso afirmar que a minha nova lixeira é, sem dúvida, um dos locais mais limpos e organizados do meu apartamento.

  • mai
  • 26
  • 2009

Cores

Categorias: Histórias

Texto enviado por Andrea Costa

Blue é azul.
Yellow, amarelo
Bronw é marrom.
Cor de bombom.

Verde é green.
Cor do meu jardim.
Red é vermelho.
Cor do coração.
Coração é vermelhão

White é branco.
Cor da paz.
Vamos levantar as mãos e gritar PAZ!

  • mai
  • 26
  • 2009

Arte e Música é fundamental

Categorias: Histórias

Texto enviado por Andrea Costa

Sorrir… Chorar… cantar… dançar… representar… interpretar… balançar… pular… falar… orientar… tocar… aplicar… desenhar… gritar… densinar.;. educar… estudar… criar…

Conhecer… compreender… entender… aprender…
desenvolver e envolver.

Arte de Olhar, de ouvir, arte de sentir e aplaudir…
A música faz interagir e agir. É capaz de provocar e despertar.

A música é uma arte, um espetáculo de movimentação.
É expressão e comunicação fazendo parte da nossa vida!

  • mai
  • 26
  • 2009

ABC…

Categorias: Histórias

Texto enviado por Andrea Costa

A é o amor que dou pra minha mãe.
B é o beijo que dou em você.
C é a casa onde eu moro.
D é o dedo que toca em você.
E é o efefante que eu desenhei.
F é a festa que eu faço agora.
G é o gato, gatinho – “miau” – “miau”…
H é hora de brincar.
I é a igreja pra orar.
J, é a janela que abre pro céu.
L é a luz, que ilumina
M é o macaco que pula pra cá, que pula pra lá, que pula pra cá.
N é o navio, que na agua navega.
O é o ovo, que nasce o p.
P, de pato, que faz “quá quá quá quá”
Q é o queijo, que o
Rato gosta, que o
Sapo não gosta de
Tatu
U é a uva, que nasce no pé.
V é a vaca, que faz “muuu”
X é o xadrez, que é preto e branco, igual à
Zebra, que é branca e preta.
Opa!
K, Y e W fazem parte do alfabeto – agora ficou completo!

  • mai
  • 26
  • 2009

Amor de Verdade

Categorias: Histórias

Texto enviado por Andrea Costa Braga

Nossa história ficou perdida
Nossa vida está ferida
Nossa alegria acabou
Onde está o nosso amor?

Não vá embora não jogue nosso amor fora…

Nosso casamento pode não ser perfeito,
Mas nosso amor tem sentimento
Tem sofrimento e dor
Um efeito de amor

Está e a saida pra nossa história de vida
Isto não é armadilha não
É amor de verdade
Vai além da eternidade
Isto chama felicidade

Enfrentamos as dificuldades
Encaramos a realidade
O nosso amor se tornou verdade!

  • mai
  • 26
  • 2009

Precipitações de chuva e de choro

Categorias: Histórias

Texto enviado por Maria de Queiroga Cavalcanti

Precipitações de chuva e de choro. As lagrimas surgiam no olho úmido coberto por uma melancolia sólida, profunda e inexplicável. Saudade do que não existe ou do que ainda não viu, era o que ela sentia, vez por outra, sem razão. A primeira coisa que dava vontade era de abrir a geladeira e se enfiar ali dentro. Ela, então, abria a geladeira, estudava as possibilidades de caber ali, mesmo que ficasse espremida e estática. Desistia.

Tentava então acalmar a saudade com um doce, qualquer doce, o importante era ser o mais doce possível. Comia e enquanto comia, a saudade dava uma trégua, se ocupava em digerir aquele açúcar suculento. Mas, minutos depois, não dava nem tempo dela apagar a luz da cozinha, a danada da saudade voltava, e voltava mais forte, como que com raiva por ela ter tentado distraí-la com um doce qualquer, nem de confeitaria era. Jogo sujo. Então a moça dava meia volta, olhava para o armário, abria-o. Ela não caberia ali, muito menos, o cheiro de naftalina velha era como uma bomba, no seus sentidos aguçados. Dava uma olhada rápida entre os potes dispostos aleatoriamente no armário antigo.

Um pote de azeitonas ali, uma caixa de aveia, um pacote de macarrão. A rá! Um pacote de amendoins. Se o doce não deu certo, vamos tentar um salgado. Abria com rapidez o pacote, deixava a cozinha e ia para a sala. Um sofá e um pacote de amendoins, será suficiente? Comia, comia e comia. Na TV nada de interessante, filmes de quando tinha 5 anos passavam repetitivamente, e ela assistia-os, sem se importar em já conhecer o final. Acabou o amendoim. Já? Estava afundada num sofá com 500g de amendoim na barriga. Ficou parada em suspense. Deu uma olhada pelo canto do olho na sala escura. Teve medo. Estaria ela sozinha? A saudade teria evaporado dentro daquele pacote de amendoins? Deitou a cabeça na almofada, relaxou e sorriu. Não devia ter sorrido, o sorriso pálido provocou a saudade que não tinha ido embora, estava escondida atrás das almofadas cheias de farelos de amendoins.

A menina se desesperou. Voltou para a cozinha numa ultima tentativa de aliviar sua ansiedade através da gula. Pegou um pacote de biscoito Bono e devorou, comeu sem sentir o gosto, com raiva, se sentindo sem forças para lutar contra aquele sentimento angustiante que teimava em voltar. Depois de 6 biscoitos enfiados guela abaixo, ela finalmente desistiu. Estava cansada, gorda, descabelada e triste. E o pior a saudade continuava ali, vitoriosa, rindo da pobre garota que depois de todas as milhares de calorias ingeridas ainda sentia um vazio enorme dentro de si. Não havia mais esperanças, ela se entregou, deitou devagar na rede armada na varanda, sem saber direito o que estava fazendo, sem forças, sem coragem. Seus olhos viam sem enxergar.

Então, ela se deixou inundar pela melancólica saudade, que era muito mais forte e voraz. Seu rosto, que já era pálido, se desfalecia na mais completa expressão da desesperança. E ao fechar os olhos lentamente como se entregando ao cansaço da batalha perdida, uma lágrima escorreu pelo seu rosto. E mais outra, e mais outra…sem entender porque seus olhos choravam, ela se deixou levar por aquele choro genuíno e infantil. O choro trouxe suas forças de volta e agora soluçava com gosto por aquele sentimento explodindo do seu corpo. Foi recuperando o fôlego aos poucos e enxugando as lágrimas que minutos atrás brotavam como a foz de um riacho pelos seus olhos.

  • mai
  • 26
  • 2009

Vinte anos

Categorias: Histórias

Texto enviado por Gutemberg Xavier

20 anos absolutos!

20 anos eu mesmo!

20 anos calados, mudos, mas nunca silenciados!

20 anos que podem continuar, podem parar!

20 anos que ninguém queria ver, ninguém queria ter (eu tenho)!

20 anos de medos!

20 anos de coragem!

20 anos que não se escrevem, que não se narram!

20 anos sem limites, sem fronteiras, simples assim!

20 anos de decisões indecisas!

20 anos de mentiras ou de verdades?

20 anos para quem?

Desde quando 20 anos? É o começo ou fim? É o absoluto!

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