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BLOG DO BIENALDO

  • set
  • 05
  • 2011

Senta que lá vem História!

Categorias: Autores, Blog do Bienaldo, programação

E quando a gente pensa que já sabe tudo, aí é que a gente fica sabendo que não sabe de nada! Papo de maluco?! Claro que não, filhão: o conhecimento é assim. Nada é absoluto, tudo pode ser e pode não ser. Tanto em Literatura, quanto em História. O que aconteceu aconteceu, mas depende de quem conta a história e descreve os fatos! Não estão descobrindo que os imperadores mais pirados de Roma foram excelentes – e caretas – governantes?

Pois é, e do lado de cá no oceano a coisa também funciona assim! E a VIII Bienal do Livro de Pernambuco vai te dar a chance de ficar frente a frente com os autores de alguns dos livros que remexeram a história do Brasil – e da América Latina – nos últimos anos: Laurentino Gomes, Leandro Narloch e Duda Teixeira!

Laurentino Gomes é escritor e jornalista do Paraná, foi repórter e editor da revista Veja e do O Estado de S. Paulo, além de diretor da Editora Abril. Seu livro 1808 (Planeta, 2007) ganhou diversos prêmios, como Jabuti nas categorias de Melhor Livro Reportagem e Livro do Ano Não-Ficção, além do prêmio de melhor ensaio pela ABL. 1808 tornou-se um best-seller disparado, contando em pormenores um dos momentos mais importantes da história de nosso país, a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. E não fique aí pensando que livro de história é chato, e blábláblá: palavra de Bienaldo, 1808 é sim diversão garantida! E mal posso esperar para ler seu novo livro, 1822 - sobre a independência do Brasil e suas figurinhas muito peculiares…

Outra obra de sucesso que botou as ideias de muita gente de cabeça pra baixo é o Guia politicamente incorreto da América Latina, escrito por Duda Teixeira e Leandro Narloch. Duda é repórter da revista Veja e que trabalhou em publicações como o Almanaque Abril, IstoÉ Dinheiro, Saúde! e Superinteressante, e publicou O calcanhar do Aquiles (Arquipélago, 2007), no qual faz um apanhado acessível e bem-humorado de diversas histórias da Grécia e sua mitologia. Já Leandro, também escritor e jornalista, colaborando com a Veja e o Jornal da Tarde, além das revistas Superinteressante e Aventuras na História, foi autor do Guia politicamente incorreto da História do Brasil. Os dois guias promovem uma revisão polêmica e bem-humorada da História, fazendo questão de escapar dos clichês e dos chavões, mostrando fatos obscuros e revelando que nem tudo foi o que parece ser.

Entonces, se liga aí na agendinha bienáldica:

- Para conferir o Laurentino Gomes, venha conferir sua palestra no Círculo das Ideias, na sexta-feira 23/09, às 18 horas!

- Para sacar o bate-papo Politicamente correto é o escambau, como Duda Teixeira e Leandro Narloch, se achegue no Café Cultural, sábado 24/09, às 16 horas!

BIENALDO é escritor e blogueiro, e manda o politicamente correto pro escambau três vezes ao dia. Mas, não, não faz stand-up comedy, não precisa processá-lo.

  • ago
  • 18
  • 2011

Pesadelo Real

Categorias: Blog do Bienaldo, Histórias

Conto de Dudd Mart
(do blog Biblioteca Particular)

Eu me remexia na cama, um vento soprava perto dos meus ouvidos. Tentava entender o que era. Não parecia ser algo natural, pois se repetia várias vezes. O vento ficava cada vez mais forte e mais frequente, meu corpo se arrepiava e estremecia.

O vento pareceu entrar no meu corpo, me dando uma energia assustadora. Sentia meu corpo mexer, mas os comandos não vinham de mim, não era eu que estava controlando meu corpo. Quando me dei conta, senti que eu estava quase saindo da cama. Lutei contra essa força, o vento surgiu novamente e a aquela terrível energia se foi. Fiquei aliviada.

Tentei abrir os olhos, mas nada aconteceu. Sentia a força nas minhas pálpebras, mas elas não saiam do canto. O pesadelo ainda não terminara.

Escutei aquele som forte e senti o vento frio perto do meu rosto, algo novamente entrou em mim e dessa vez parecia mais forte. Senti minhas pernas se mexerem, indo para fora da cama. O controle que me restava, usei para manter as pernas no lugar. Era uma batalha difícil e assustadora.

Comecei a rezar, a energia estranha parecia resistir. Sentir meu corpo virar, estava quase caindo da cama. Rezei mais forte, estava prestes a chorar. Havia algo me dominando e não parecia que ia me deixar em paz.

Eu tentei gritar para pedir ajuda, mas nada saia da minha boca e não havia mais ninguém em meu quarto. A porta estava trancada e ainda era muito cedo. A batalha era somente minha.

Lutei contra essa energia, pareciam horas de tortura e medo. A energia queria me fazer andar, mas eu resistia o máximo que podia.

Então meus olhos se abriram. Meu corpo tremia e eu chorava. O lençol estava sobre meu rosto e eu não tinha coragem de tirá-lo. Respirei fundo, tudo ainda estava escuro. Coloquei a mão no lençol e o puxei lentamente.

O quarto estava quieto, tudo parecia estar em seu devido lugar. Fiquei ali, estática, olhando perturbada, tentando entender o que havia acontecido, se foi um sonho ou realidade.

  • ago
  • 18
  • 2011

A écharpe

Categorias: Blog do Bienaldo, Histórias

Crônica de Mônica Paiva

É… a écharpe se foi…

Tudo bem, era apenas uma écharpe.

Mas, pensando bem… uma écharpe é uma peça chave no guarda roupa de uma mulher. Pois pode deixá-la com um visual mais arrumado, moderno ou sensual quando é usada caída levemente nos ombros, além de servir como agasalho em uma noite fria.  Na verdade uma écharpe é um acessório bem versátil e fundamental num look feminino. É quase como um blazer para um homem. Você põe, tira, faz charme, joga no ombro, segura no antebraço.

Tudo bem, era apenas uma écharpe.

Interessante a história daquela écharpe preta. Foi amor a primeira vista. Quando bati o olho, me imaginei logo com ela. Estava em um manequim e não havia igual na loja. Ocasionalmente o gerente passava por mim naquele momento e com um olhar intrigante, indagou-me: “Posso ajudá-la?!” E eu decididamente disse: “Sim, eu quero aquela écharpe.” Ele imediamente chamou uma funcionária da loja que a retirou com um pouco de dificuldade, pois o manequim estava numa parte alta da vitrine. Quando olhei-a de perto, percebi que tinha algumas falhas, como toda peça em linha, fácil de danificar pela sua delicadeza. Nada que uma puxadinha daqui e outra dali com o auxílio da atendente para reajustar os fios. “Pronto.Vou leva-lá!” E sai da loja com a certeza de ter adquirido a peça que faltava para compor meu visual para a festa que eu ia naquele noite.

O relógio marcava 19 horas, momento de começar o ritual feminino: banho, secador, hidratante, maquiagem, sapato, roupa, brinco, perfume, bolsa e ela… a écharpe. Que parecia ter vida em cima da cama, como se me pedisse para ir à festa comigo. Ela esperou pacientemente sua vez, pois foi o último acessório que eu coloquei. Eu a peguei e ela se acomodou suavemente em meus ombros… Perfeita!

Leia o texto completo

  • ago
  • 18
  • 2011

Quando eu ganhei o mundo

Categorias: Blog do Bienaldo, Histórias

Crônica de Anselmo Cabral da Silva

Todo mundo tem uma história daquele que foi o dia mais importante da sua vida e, sobretudo quando se vai ficando mais velho, parece que essa história vai ficando cada vez mais repetida a ponto de, muitas vezes, principalmente os mais jovens (que são sempre os mais cruéis) dizerem que ninguém aguenta mais ouvir essa história.

O fato é que eu também já vou acumulando idade e, embora ainda não tenha entrado na fase dos “ENTA”, também tenho minha história preferida, e que talvez tenha sido, senão a coisa mais importante que já me aconteceu na vida, é, com certeza, um dos fatos que mais me alegram de recordar dado seu significado tanto concreto, quanto emocional.

Também me desculpem os jovens de hoje com seu enjoo natural e tanta capacidade de criticar, mas pouca de refletir. Mas quero contar ainda muitas vezes essa história de como ganhei o mundo tanto em sentido subjetivo, poético e até religioso, mas também em sentido real, físico e por que não considerar e até agradecer à ciência humana pela graça que, por meio dela alcancei?

– Desculpem-me os jovens se pareço duro com eles, não é a intenção nem deste texto e tampouco da minha pessoa, acho que à medida que vou sentindo a minha própria juventude passar também já começo a entrar na defensiva com relação aos mais moços, mas o fato é que essa história também tem a ver com a minha juventude e, alguém de qualquer idade com um mínimo de sensibilidade logo vai entender porque ela é tão importante entre as minhas memórias.

Leia o texto completo

  • mai
  • 26
  • 2009

ABC…

Categorias: Histórias

Texto enviado por Andrea Costa

A é o amor que dou pra minha mãe.
B é o beijo que dou em você.
C é a casa onde eu moro.
D é o dedo que toca em você.
E é o efefante que eu desenhei.
F é a festa que eu faço agora.
G é o gato, gatinho – “miau” – “miau”…
H é hora de brincar.
I é a igreja pra orar.
J, é a janela que abre pro céu.
L é a luz, que ilumina
M é o macaco que pula pra cá, que pula pra lá, que pula pra cá.
N é o navio, que na agua navega.
O é o ovo, que nasce o p.
P, de pato, que faz “quá quá quá quá”
Q é o queijo, que o
Rato gosta, que o
Sapo não gosta de
Tatu
U é a uva, que nasce no pé.
V é a vaca, que faz “muuu”
X é o xadrez, que é preto e branco, igual à
Zebra, que é branca e preta.
Opa!
K, Y e W fazem parte do alfabeto – agora ficou completo!

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DEPOIMENTOS



"Acho importante porque essas feiras sempre são cheias de gente, crianças. É muito importante. É muito bom que essas têm acesso ao mais diversos tipos de livros. Em relação a Ciência, é bom as pessoas entenderem os planos futuros e a capacidade de impactar o futuro." Miguel Nicolelis – neurocientista



"Eu acho que uma feira dessas é importante para a difusão dos livros, que é o veículo da literatura. É fundamental e, felizmente, está cada vez mais presente no país. É fabuloso." Joca Reiners Terron - escritor



"Eu acho que a Bienal já está consolidada no calendário cultural da cidade. É um dos eventos que colocam o Recife em uma posição destacada nesta área." Homero Fonseca - jornalista e escritor